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Profissionais conseguem carreira estável mesmo sem curso superior

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19/09/2011 10h00

Profissionais conseguem carreira estável mesmo sem curso superior

G1 MS


 Mesmo sem concluir o ensino superior, muitas pessoas conseguem alcançar uma carreira estável e ter bons salários. Para os analistas, é o resultado de qualificação profissional constante.

O Corcel ano 1984 do corretor de imóveis Bento Milanês, de 58 anos, é apenas jogada de marketing. Ele tem apenas o ensino médio completo, mas ganha mais do que muita gente com diploma. São em média R$ 6 mil por mês trabalhando como corretor de imóveis.

Bento conta que a força de vontade e alguns cursos técnicos foram suficientes para garantir um bom emprego. Mas para fazer o salário foi preciso estudar o mercado imobiliário, conhecer as tendências do setor, saber de economia. Com a profissão consolidada, o corretor investiu na família. "Consegui estudar os filhos, ter uma boa renda mensal e fazer tudo o que eu tenho através dessa profissão. Para ser um bom corretor você precisa estar sempre se atualizando", diz.

O corretor Rafael Matos guarda no computador as lembranças da carreira de jogador de futebol. Atuando profissionalmente, ele conheceu cinco estados brasileiros e chegou a defender a Portuguesa. Mas os 30 anos de idade chegaram e o sonho de ficar milionário acabou ficando em segundo plano.

As viagens constantes não permitiram que Rafael completasse o ensino superior, e de uma hora para outra ele percebeu que não tinha uma profissão. Preocupado, fez um curso técnico e virou corretor de imóveis. Quatro bons negócios por mês lhe rendem cerca de R$ 3 mil. "Vendo o cliente e o proprietário do imóvel saírem satisfeitos, é como se fosse um gol para mim", conta Rafael.

O consultor em recursos humanos Ricardo Barros comenta que casos assim não devem servir como exemplo para os jovens, porque se esses mesmo profissionais tivessem concluído a faculdade, o sucesso poderia ser ainda maior. "É interessante que ele também tenha uma base teórica, algo que possa permitir novas oportunidades", diz o especialista.

O leiloeiro Luciano Pires é um dos mais requisitados do estado, e conta que nunca esteve em uma faculdade. Ele garante que as lições mais importantes foram transmitidas na pista de venda. Foi preciso conhecer o negócio a fundo, falar a linguagem dos pecuaristas.

"Aqui é a prática, estamos todo dia. Você está sempre aprendendo novas situações, então é muito de improviso", relata. O profissional liberal ganha em média 2% em cima de cada boi vendido. Reservado, ele não revela quanto ganha por mês.

Por mês, Walter Alves Filho vende em média 20 carros zero km. São 27 anos no ramo, e para fechar negócios o vendedor precisa estudar muito os concorrentes. Experiência que garante cerca de R$ 8 mil de salário, mesmo tendo apenas o segundo grau. "O segredo é você conhecer o produto, saber as condições que você pode trabalhar, atuar em uma boa empresa e ter bastante conhecimento", explica.





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