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Por causa de cheia, governo de MS prorroga vacinação contra a aftosa


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  • mell280

01/06/2011 10h00

Por causa de cheia, governo de MS prorroga vacinação contra a aftosa

Da TV Morena


Os pecuaristas correm contra o tempo para terminar a vacinação contra a febre aftosa. No Planalto, o prazo vai até o dia 15 de junho e, no Pantanal, o governo estuda a possibilidade de prorrogar ainda mais.

O pecuarista Jaime Correia tem uma pequena propriedade em Douradina, município da região sul do estado que fica a 194 quilômetros de Campo Grande, área de planalto. Em uma revenda de vacinas para o rebanho, o criador de gado disse que ainda precisa imunizar 90 animais. “Esse pouquinho de gado a gente faz o serviço tranquilo.”

O gerente de vendas da revendedora agropecuária de Douradina, Luiz Henrique Nantes, informou que ainda há estoque da vacina contra a febre aftosa. “No começo da campanha, geralmente há um tumulto maior e agora, no final, vai diminuindo o volume de vendas. Mas está tudo sob controle, ainda tem vacina e o pessoal está vindo buscar.”

Região pantaneira

Já em Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, a 426 quilômetros de Campo Grande, os produtores continuam enfrentando dificuldade para vacinar o rebanho, seja por conta da situação das estradas, danificadas pelas chuvas do início do ano, ou por causa da cheia, que prejudicou o acesso às propriedades.

O trabalho nos assentamentos ficou para a última hora, porque estava difícil de chegar à cidade para comprar as doses da vacina. Mesmo assim, o capataz Regimário Ortiz Nunes conseguiu se antecipar e vacinou os animais antes do prazo. “Aqui tem uma base de 70 cabeças e vacinamos na quinta-feira passada porque o prazo já estava vencendo.”

Mas nem todos os pecuaristas do município de Corumbá tiveram as mesmas condições que as propriedades dos assentamentos, que estão localizadas em regiões mais altas. As fazendas, que têm grandes rebanhos e estão nas áreas da planície pantaneira, na Zona de Alta Vigilância (ZAV), nem começaram a vacinação. O Pantanal este ano enfrenta uma das maiores cheias dos últimos anos. Os pecuaristas foram pegos de surpresa e até agora as águas dificultam o manejo.

O presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Raphael Kassar, estima que o rebanho foi vacinado contra a febre aftosa em apenas em 5% das propriedades que estão nas áreas alagadas. “Nós estamos impossibilitados de fazer o manejo dos animais, que ainda estão com muita água dessas fazendas. A estimativa é que em torno de 95% dos proprietários não tem condições de concluir o seu trabalho, que é a vacina.”

Por causa disso, os produtores que têm fazendas no Pantanal podem ter um prazo maior para cumprir a meta sanitária. Quem estiver prejudicado deve pedir uma autorização à Agência Estadual de Defesa Sanitária e Animal (Iagro) para prorrogar mais uma vez a data limite de vacinação do rebanho.





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