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Produtores rurais de MS apontam caos nas estradas como maior problema do setor


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06/06/2011 09h53 - Atualizado em 06/06/2011 10h15

Produtores rurais de MS apontam caos nas estradas como maior problema do setor

Eduardo Penedo


Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul apontam a situação caótica de pontes e estradas como maior problema do setor produtivo estadual. Em pesquisa encomendada pelo Midiamax e realizada pelo Instituto Ícone, 27,1 % dos entrevistados acreditam que a falta de infraestrutura é a principal preocupação da classe.

Em segundo lugar, com 17,1%, está a questão da demarcação de terras indígenas e conflitos agrários com os sem-terra. Já em terceiro lugar, com 14,3% está a implantação do código florestal. Para 7,1% dos entrevistados, os produtores rurais não têm problemas. Já 8,6% não souberam dizer quais são os problemas enfrentados pela classe.

O levantamento foi realizado entre o dia 26 de maio ao dia 2 de junho desse ano. A metodologia da pesquisa foi de caráter quantitativo e teve uma amostragem de 70 entrevistados.

Os produtores rurais que participaram do levantamento responderam um questionário estruturado com entrevistas por telefone (duração de 5 minutos) com total de 25 perguntas (abertas e fechadas).

A pesquisa ouviu produtores rurais de ambos os sexo, sendo que 10% são do sexo feminino e 90% do sexo masculino, mostrando que o setor rural ainda é predominantemente masculino. Dos entrevistados, 32,9% tem idade acima de 60 anos, sendo que 7,1% dos produtores rurais entrevistados têm até 30 anos.

Isso representa que os jovens tem pouco interesse ainda no setor agropecuário. Para o presidente da Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), o problema com pontes e estradas já é recorrente. "Nós já falamos com o Governo do Estado sobre o Fundersul, mas até agora não tivemos retorno sobre as ações do Fundersul", explica.

Os problemas com infra-estrutura no setor agropecuário já não é novidade. Recentemente, o Midiamax denunciou o pagamento do Fundersul pelos produtores rurais e muitos deles vendo seu gado morrer sem estradas e pontes.

Esse fundo quando foi proposto pelo governo José Orcírio Miranda dos Santos “Zeca do PT" e convertido na Lei nº 1962/99, de 1999, pela Assembléia Legislativa, o Fundersul era um tributo cobrado aos produtores rurais para a manutenção das estradas. Seu valor é calculado pelo transporte de animais e o de produção agrícola.

Até o ano de 2006, os recursos do Fundersul foram aplicados em equipamentos para a manutenção de estradas vicinais pela Agesul.

No governo Puccinelli, além do aumento de alíquotas, o Estado doou as máquinas as empresas privadas. O equipamento moderno havia custado aos cofres públicos cerca de R$ 150 milhões, mas a doação feita pela Agesul, dirigida à época por Edson Girotto, pactuou que as planilhas das empreiteiras tivessem custos mais baixos na medição das obras.

Ocorre que muitas obras federais realizadas pelo governo do MS, como o Midiamax já demonstrou, são comumente flagradas pelo TCU com superfaturamento.

De qualquer forma, não há transparência do governo para que se saiba quais foram as empreiteiras beneficiadas e quais são as medições com desconto. Em termos de orçamento, em 2010, arrecadação do Fundersul era estimada em R$ 182 milhões. Para 2011, a previsão é R$ 176 milhões.

Cerca de 25% (R$ 44 milhões) devem ser destinados aos municípios, segundo o governo estadual. Mas o fato é que associações de classe de produtores rurais e pecuaristas reclamam da falta de obras bancadas pelo Fundersul e muitos proprietários consertam as estradas vicinais com seus recursos e equipamentos, a exemplo do que acontece no Nabileque.





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