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Produtores reforçam segurança para evitar invasões


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08/06/2011 10h58

Produtores reforçam segurança para evitar invasões

GC News


Produtores rurais de fazendas vizinhas à área invadida por índios, às margens do anel viário em Dourados, contrataram seguranças particulares temendo novas invasões. Os indígenas chegaram ao local no domingo, dia 5, e não pretendem deixar a terra.

 

 

“A promessa deles é de que cheguem 120 indígenas aqui. Nossa preocupação é não deixar entrar em outras áreas. Então, contratamos a equipe de segurança para ficar principalmente à noite, para não ter uma surpresa”, afirma Issao Iguma, produtor rural vizinho da área invadida.

 

 

Pelo menos 50 produtores rurais se revezam durante todo o dia na estrada construída para o anel viário, no trecho entre o prolongamento da avenida Presidente Vargas e da Guaicurus, em frente à propriedade que estão os índios.

 

 

Os Guarani e Kaiowá reivindicam um espaço de 26 hectares, por acreditar que as terras pertenceram a seus antepassados. “Essa terra é nossa, meu bisavô que tinha essas terras aqui e nós queremos de volta para poder plantar”, afirmou o cacique Chatalin Graito Benites.

 

 

Ontem, os índios chegaram a bloquear com uma árvore a estrada de chão que divide a propriedade da Reserva Indígena de Dourados. Mas, o bloqueio não evita o acesso dos produtores a nenhuma das propriedades rurais ao redor, já que existem outras entradas.

 

 

A área requerida pelos índios está escriturada em nome de Achilles Decian, que mora no Rio Grande do Sul. Os filhos dele, que tem propriedades em Dourados, já preparam os documentos para entrar com o pedido de reintegração de posse.

 

 

“Estou providenciando, juntando a papelada e acredito até na sexta-feira a gente consegue entrar com o pedido de reintegração. Mas, ainda temos a esperança de que antes disso algum órgão vá conversar com eles e consiga uma negociação”, afirma Darci Decian, filho de Achilles.

 

 

Um técnico da Funai (Fundação Nacional do Índio) esteve no local na segunda-feira. “Ele está produzindo um relatório com o diagnóstico do local, para saber a situação em que estão essas famílias, quantas são, como estão se alimentando. Essa é uma ação imediata”, afirmou Diógenes Cariaga, assistente técnico da fundação na regional de Dourados.

 

 

Com este relatório pronto, a fundação deve definir como vai encaminhar e mediar às questões no local. Na área em que estão os índios, a terra é preparada pelos tratores, à espera de uma chuva significativa para dar início ao plantio de aveia. Mesmo depois da ocupação, o produtor Darci Decian, garante que o plantio vai começar.





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