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Ansiedade toma conta das pessoas à espera de 2011


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  • mell280

31/12/2010 10h32

Ansiedade toma conta das pessoas à espera de 2011

Ansiedade toma conta das pessoas à espera de 2011

Vida e Estilo


Mais um ano vai chegando ao fim. Foram muitos dias de coragem e superação, desafios e obstáculos. Algumas conquistas, algumas derrotas. Outra etapa, outro passo. Seguimos e o destino, se desdobrando, acompanhou-nos seguindo.

Para mim, esses últimos dias de dezembro são marcados por uma ansiedade que se intensifica na medida em que se aproxima o réveillon. O número de consultas aumenta. Nesse momento fortemente simbólico, de corte e reinício, as pessoas que querem saber como serão as coisas no futuro, crescem. Todo mundo carrega uma incerteza, uma dúvida, um questionamento. No final do ano a curiosidade aflora. O que vai acontecer? Saúde? Família? Amor? Dinheiro? Projetos?

Como o Papai-Noel e “o comércio”, impulsionados pelo salário extra que muitos receberam, a vidente também trabalha dobrado. Além dos clientes, gente da família, amigos e simples conhecidos, questionam: “e para o ano que vêm?” Querem saber detalhes: qual será a tragédia, o escândalo amoroso, o estouro de sucesso, o isso e aquilo, as eiras e beiras.

A longa prática já me acostumou a esse mês trepidante. Desfile de pessoas mais atenciosas e sensíveis do que o corriqueiro, aos sinais e indicadores espirituais. De bom grado concentro os meus melhores esforços para ver como andará, no ano vindouro, o namoro da moça do salão de cabeleireiro, a casinha sempre por terminar do rapaz da portaria, a faculdade da balconista da padaria, o sonho de expansão do negócio do jornaleiro e assim por diante.

Também a coluna especial para o Terra abraça essa perspectiva: “Ano-Novo, vida nova”. Mas dessa vez, quero fazer diferente, caminhar por outras trilhas. Afinal, é festa, e nessas horas algumas liberdades são perdoadas. Vou inverter o sentido da flecha e olhar para o passado.

Deixo momentaneamente na gaveta o dom e uso a capacidade de análise. Quero explorar reflexivamente o que foi também como possibilidade de entendermos mais corretamente o mundo que nos rodeia, os esquemas, modelos e padrões que se repetem. Só por hoje: não previsão, revisão; rememorar ao invés de prospectar; olhar e não vidência.

Volto o rosto e me dou conta de como, no ano que atravessamos, o sentimento positivo esteve em alta — nisso somos bons, é marca do nosso caráter brasileiro, do nosso jeito de ser. Mesmo sofrendo e enfrentando dificuldades, as pessoas foram tolerantes e construtivas, generosas e não defensivas. Independente de idade, renda, educação, fomos contra o fracasso, felizes, focados no que está certo, produtivos.

Tranquiliza-me em relação às previsões para o ano entrante, o balanço desse que acaba. Foi um ano bonito. O moinho rodou sobre casamentos, expectativas, investimentos, saúdes. Apesar de tudo, a vida e as pessoas, resistiram no profundo, na espiritualidade e seguirão 2011 afora.





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