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Santos e Peñarol decidem a Libertadores, chance de consagração para Neymar e Ganso


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22/06/2011 14h20

Santos e Peñarol decidem a Libertadores, chance de consagração para Neymar e Ganso

O Globo


SÃO PAULO - Após 48 anos, o Santos pode voltar aos tempos de Pelé. A equipe de Muricy Ramalho, comandada em campo por Neymar, recebe o Peñarol, hoje às 21h50m, no Pacaembu, para a decisão da Libertadores. A primeira partida, em Montevidéu, terminou 0 a 0. Hoje, quem ganhar levanta a taça. Em caso de empate, inclusive na prorrogação, o título será decidido nos pênaltis. Bicampeão em 1962 e 63, o Santos luta por um tricampeonato que só o São Paulo tem entre os brasileiros. Esta também pode ser a última final de Neymar pelo Santos, diante do crescente interesse do Real Madrid.

- É o preço de um time que chega à final. Não é só o Neymar. Teremos dificuldades na retomada do Brasileirão. Nossos jogadores estão muito valorizados - afirmou Muricy, que levou na esportiva as perguntas sobre a possibilidade de conquistar o único título que lhe falta em sua sexta participação mo torneio. - Sempre vão ter o que falar... Há títulos para ganhar em Marte, em Saturno. O legal é que eu estou ganhando, né? Agora, falta este. Se olharem o meu currículo, é mais ou menos...

Muricy deu a entender que Ganso começa o jogo como titular.

- Ganso está treinando bem e não sentiu nada, que era o que mais preocupava. Pode faltar um pouco de coletivo e de condição física. Se não sentir nada, deve jogar - disse o treinador, que quis tirar o peso desta disputa ao afirmar que todos os títulos são importantes e que "técnico vive de conquistas". - Esta é a minha terceira decisão seguida (Brasileiro e Paulista, com Fluminense e Santos, respectivamente), a segunda de Libertadores, e para mim todas são importantes. No meu tempo, os jogadores não davam tanta importância para a Libertadores. Agora, mudou. Não sou técnico de mata mata, pontos corridos. Sou técnico de futebol. Quero ganhar e estou curtindo mais a minha carreira, estou mais bem preparado - analisou Muricy.

Segundo o treinador, o Santos aprendeu muito nesta Libertadores. E soube mudar em plena disputa.

- Começou com este clima de guerra, de catimba e por pouco não fica fora da classificação. Faltou pouco e esta era a minha preocupação... Uma pilha atrás de outra. Neymar, Ganso e Elano não sabem brigar, não estão acostumados a isso. Pararam de querer brigar, começaram a jogar e a gente se classificou. Eles jogam futebol, nada a mais do que isso. A competição está mudando, não é o Santos. O Inter, último campeão, ganhou praticando o futebol brasileiro, jogando futebol - disse Muricy sobre o último brasileiro campeão.

Muricy Ramalho comanda o último treino do Santos antes da final. Foto de Marcos Alves - O Globo

O Santos decidiu pela última vez em 2003, perdendo o título para o Boca Juniors. Muricy disse que continua a controlar a ansiedade lavando louças e que consegue dormir antes das decisões. Segundo ele, o problema é "depois da partida". Muricy fica acordado até a última reprise, por volta das 5h. Ele se diz tranquilo para a final e lembrou que, quando estava no Fluminense, disse que o Santos era o time com mais condições de ganhar a Libertadores. Mas prevê dificuldades contra o Peñarol:

- Já disputei final de Libertadores e sei o quanto é difícil. O Peñarol deve vir fechado, é experiente. Eles sabem que será uma partida dura e a nossa torcida tem de ter paciência e nos empurrar o tempo todo.

A insustentável leveza do craque

Para Neymar, Muricy apenas pediu que jogue o futebol que sabe e que tome cuidado com a arbitragem que quer se impor logo de cara. Na primeira partida, levou cartão amarelo após valorizar toque do adversário.

- Ele é leve e tem hora que não dá para parar em pé. E tem horas também que se defende mesmo. Se for ficar em pé, ele se machuca. Quando vem a trombada, cai - disse o técnico.

O Peñarol, que tem cinco títulos, perdeu a final de 1963 para o Santos, de Pelé. Mas as cinco conquistas foram fora de casa (60, 61, 66, 82 e 87). O último título, em 1987, contra o América de Cáli, em Santiago, teve gol no último minuto da prorrogação, marcado por Diego Aguirre, o atual técnico do Peñarol. Em 1961, a vitória foi sobre o Palmeiras no Pacaembu.

- Temos uma história que dá força para pensar que é possível - afirmou Aguirre, que no primeiro jogo neutralizou Neymar, com a marcação do zagueiro Alejandro Gonzalez.

Mas a missão dos uruguaios não será fácil. Em casa, o Santos ainda não perdeu nesta edição da Libertadores.

- Os meninos sonham jogar um Mundial, sim. Ainda mais contra o Barcelona. Sempre queremos desafios maiores e eu acho legal isso... - comentou Muricy.

A preparação do Peñarol

O Peñarol aposta suas fichas no meia argentino Martinuccio, destaque da equipe na primeira partida da final e em toda a competição. O atacante Olivera, que chegou a ser dúvida para o jogo, viajou para São Paulo e está confirmado.

- Neymar é um grande jogador, e por isso não pode ter espaço. Na primeira partida Alejandro Gonzalez conseguiu tirar esse espaço dele. Espero que o mesmo aconteça nesta quarta-feira. A chave para ser campeão? Concentração na defesa e no meio. Teremos que jogar a partida com muita união - omentou o zagueiro Carlos Valdez, um dos destaques do time.

SANTOS X PEÑAROL (URU)

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)

Data/hora: 22/6/2011 - 21h50

Árbitro: Sergio Pezzotta (Fifa-ARG)

Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Hernán Maidana (ARG)

SANTOS: Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Muricy Ramalho.

PEÑAROL (URU): Sebastián Sosa, Alejandro González, Carlos Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Nicolás Freitas, Luis Aguiar, Mathías Corujo, Matías Mier e Alejandro Martinuccio; Juan Manoel Olivera. Técnico: Diego Aguirre.


 




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