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Mecânico autor de duplo feminicídio é encontrado enforcado na Capital


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17/10/2016 09h45 - Atualizado em 17/10/2016 11h24

Mecânico autor de duplo feminicídio é encontrado enforcado na Capital

Ele matou esposa e enteada no sábado

Geisy Garnes


 

Agenor Magalhães Oliveira, de 53 anos, principal suspeito de assassinar a facadas mãe e filha na noite deste sábado, no Bairro Moreninha II, foi encontrado enfocado na tarde deste domingo (16) em uma oficina mecânica no mesmo bairro. Desde a morte de Maria das Dores da Silva, 50 e Dayane July da Silva, 29, o suspeito era procurado pela polícia.

Segundo informações preliminares, populares encontraram o corpo do homem em uma oficina mecânica e acionaram o Corpo de Bombeiros. A Polícia Militar também foi chamada para confirmar se a vítima era o autor do duplo feminicído. As autoridades estão no local.

Duplo feminicídio

A filha de Dayane, de 5 anos, testemunhou o crime e acompanhada de parentes contou tudo que viu para a polícia e para a equipe do Jornal Midiamax. Ela relatou que família bebia em uma conveniência quando uma discussão entre Maria das Dores e Agenor teria iniciado - motivada por ciúme, já que Agenor incomodava-se com o celular da companheira . Os três foram para casa e lá à discussão continuou.

Acompanhada pelos familiares, a menina ajudou a contar o que viu na noite anterior. “Meu avô queria saber com quem minha avó tava, mas ela não tava com ninguém”, contou a menina. A criança ainda relatou que estava no banheiro e que quando saiu viu o chão ‘banhado’ de sangue. “Ouvi um barulho de cabeça batendo no chão. Era minha avó que caiu aqui”, lembrou apontando para a garagem.

A mãe da menina, já ferida, correu para pedir ajuda de vizinhos e caiu no meio da rua. Ela também não resistiu aos ferimentos, todos dados na região do pescoço e morreu no local. Para a família, Dayane morreu em uma tentativa de ajudar a mãe.

Segundo a delegada, Maria das Dores é vítima de violência doméstica há anos, com histórico de boletins de ocorrência, tentativa de feminicídio e medida protetiva. As brigas, de acordo com a delegada, teriam sempre motivos fúteis ou banais e eram intensificadas pelo uso de bebidas alcoólicas.

Maria das Dores já teve o braço e a perna quebrados e em julho sofreu uma tentativa de feminicídio. A família vivia em outra casa no mesmo bairro, e após ingerirem bebidas alcoólicas, começaram a brigar e Agenor esfaqueou Maria das Dores no pescoço. À época, a vítima ficou em estado grave, internada na Santa Casa e denunciou o companheiro. Agenor teve a prisão preventiva decretada e saiu da prisão no primeiro turno das eleições municipais, no dia 2 de outubro. "Ele saiu da cadeia para matar a minha irmã", afirmou a irmã da vítima.

Sobrinha de Maria das Dores e prima de Dayane, Cynthia da Silva Costa, contou que a tia sempre contava histórias para tentar disfarçar as agressões, ao falar que havia caído ou sofrido algum acidente. Ainda com os pontos no pescoço, após a tentativa de assassinato em julho, ela teria retirado a queixa e voltado a viver com Agenor. "A gente falava pra ela largar dele, mas ela falava que gostava muito dele e não sabia viver sem ele", contou.

Os três moravam no mesmo terreno na Rua Palami onde o crime ocorreu. Dayane vivia com as duas filhas, de 1 e 5 anos, na casa da frente e Maria das Dores morava com Agenor em uma edícula, no fundo do terreno.





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