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hefe do FMI será investigada por abuso de poder


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04/08/2011 11h00

hefe do FMI será investigada por abuso de poder

Revista Época


  

Richard Drew
ESCÂNDALO A francesa Christine Lagarde, chefe do FMI, dará explicações à Corte de Justiça da República francesa.

Depois de ver a queda de seu ex-diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn por conta de um escândalo sexual, o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrou nesta quinta-feira (4) em mais um período de polêmica. Desta vez, quem responde está no olho do furacão é a substituta de DSK, a também francesa Christine Lagarde, acusada de abuso de poder enquanto exercia o cargo de ministra das Finanças da França.

A decisão de abrir o processo contra Lagarde foi tomada nesta quinta pela Corte de Justiça da República (CJR), um tribunal dedicado a apurar denúncias contra ministros de Estado franceses. A corte ordenou uma investigação sobre qual foi o papel de Lagarde, ex-ministra, no pagamento de € 285 milhões ao empresário Bernard Tapie, referentes a um acordo judicial firmado entre Tapie e um banco estatal. O caso ganhou ainda mais repercussão porque Tapie é amigo do presidente da França, Nicolas Sarkozy.

A decisão da CJR se deu após uma audiência que durou várias horas. A recomendação da corte é que a apuração preliminar realizada sobre o caso seja analisada por um painel judiciário. Lagarde nega qualquer desvio de conduta no caso. A Procuradoria da Corte apresentará a denúncia contra Lagarde e será constituída uma comissão de instrução formada por três magistrados, que realizarão a investigação.

O tribunal, reunido desde o início da manhã desta quinta, decidiu que é necessária uma investigação sobre o papel de Lagarde na indenização concedida em 2008 a Tapie pela venda da Adidas, em um processo que sofreu intervenção estatal. Essa indenização foi estipulada por uma comissão de arbitragem privada sob determinação de Lagarde e não pela Justiça comum, como estabelece a lei, segundo a acusação.

Ao jornal francês Le Monde, o líder dos socialistas, deputado Jean-Marc Ayrault, disse que a decisão da CJR mostra a confusão de interesses dos líderes que ocupam a cúpula do governo, e que a convocação de Lagarde "confirma a existência de anomalias e irregularidades na gestão atual (do presidente Nicolas Sarkozy)".

"Parece que o envolvimento de Lagarde está claro, e ela terá que se explicar de maneira mais convincente frente à CJR que ao Congresso Nacional. Essa acusação causará, certamente, desconforto em seu novo cargo frente ao FMI", afirmou Ayrault.

Christine Lagarde assumiu o comando do FMI depois que Dominique Strauss-Kahn deixou o cargo em meio às acusações de que teria tentado estuprar uma camareira de um hotel em Nova York, nos Estados Unidos.

JL 





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