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Mediação é alternativa para resolver conflitos de forma mais ágil e pacífica


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04/12/2018 12h41

Mediação é alternativa para resolver conflitos de forma mais ágil e pacífica

Raquel de Souza


 

A técnica foi tema da primeira tese de Doutorado defendida no Programa de Desenvolvimento Local da UCDB

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, mediação é uma nova modalidade de solução de conflitos intermediada por alguém imparcial, que auxilia e organiza a comunicação entre os envolvidos. Para a professora e pesquisadora Elaine Cler, é também um instrumento para a pacificação social, e foi o tema escolhido para sua tese de Doutorado, a primeira a ser defendida no Programa de Desenvolvimento Local da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), no último dia 23. “Mediação é permitir que, por intermédio de um terceiro desinteressado, as partes consigam se ver, se olhar e resolver seu próprio problema, sem indicação de julgamento, pois não decidimos nada. A gente faz com que as partes percebam seu problema e assim criem a solução”, define.

Mediadora judicial do TJMS (Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul) desde 2012, Elaine vê na prática uma possibilidade de empoderamento para indivíduos fragilizados por situações de conflito. “Empoderar é mostrar para cada pessoa a força que ela tem. Na fragilidade do conflito ela despercebe sua força maior e negociadora nata, e a gente faz com que isso venha à tona”. Para o orientador do trabalho de Elaine, o professor Pedro Pereira Borges, a mediação ganha ainda mais relevância no cenário atual. “Estamos passando por um momento de higienização social, de violência, a mediação é justamente para mudarmos esta perspectiva e transformarmos nossa sociedade em um lugar mais pacificado, e o trabalho que ela fez vai ajudar nesse ponto”, comenta.

Para o professor Heitor Romero Marques, que também integrou a banca de Elaine Cler, a mediação é a promoção da justiça na prática. “Se as famílias aprendessem a dialogar, a gente não teria tantos desencontros. É um tema altamente relevante, é o poder da conversação, do entendimento”, define. A tese da pesquisadora foi aprovada pela banca, por ter obtido sucesso na missão de relacionar mediação com educação e desenvolvimento local. Para ela, a modalidade é o caminho para que o Brasil se desenvolva sem a judicialização excessiva de decisões. “A mediação desenvolve as pessoas a prosperarem nas suas soluções e conflitos, porque não é dar a alguém aquilo que eu penso, é dar o que ele tem de direito, e quem tem mais conhecimento do que é seu direito do que a própria pessoa?”, finaliza.

Sobre a autora: Doutora em Desenvolvimento Local pela UCDB, Mestre em Direito pela UNIMAR/SP e especialista em Direito do Trabalho pelo INPG/UCDB. Graduada em Direito pela Faculdade de Direito da Alta Paulista de Tupã/SP, é advogada e atua principalmente na mediação extrajudicial. Atualmente, exerce a coordenação do Curso de Direito da UCDB e atua como docente na graduação e na Pós-Graduação da mesma instituição.





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