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CNTA discute piso nacional para trabalhadores em frigoríficos


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10/08/2011 08h00

CNTA discute piso nacional para trabalhadores em frigoríficos

MS Aqui


 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (CNTA) realiza na quinta-feira (11), em Campo Grande (MS), uma Assembléia Geral dos dirigentes sindicais e trabalhadores em frigoríficos. O objetivo é aprovar uma pauta mínima nacional de um setor que está cada vez mais concentrado e em torno do qual estão surgindo empresas de grande porte, inclusive com forte participação do capital estrangeiro, e do próprio Governo, que financia através do BNDS, informa Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA.

De acordo com o sindicalista Rinaldo de Souza Salomão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação e Afins de Campo Grande e Região, Piso nacional, higiene, segurança e saúde do trabalhador, redução da jornada para 36 horas semanais, nas atividades penosas, adoção de Norma Regulamentadora para assegurar revezamento e pausas nos períodos laborais, intervalos a cada 3 horas, para pequenas refeições, cuja ausência, comprovadamente, pode causar náusea, tontura ou, até hipoglicemia, e, consequentemente, aumentar os riscos de acidente no trabalho, são algumas das questões que deverão fazer parte desta pauta. 

A Assembléia Geral com sindicalistas da área de alimentação e afins de todo o Estado será no auditório do Clube Estoril em Campo Grande. “Ainda em agosto deste ano, pretendemos encaminhar essas justas reivindicações, além de outras, dos trabalhadores em frigoríficos à Confederação Nacional da Indústria (CNI) e, a partir daí, iniciar as negociações em torno de uma convenção mínima nacional e da definição de uma data-base para a categoria”, explicou o presidente da CNTA, Artur Bueno. Ele informou também que algumas questões terão que ser asseguradas em lei, a ser aprovada pelo Congresso Nacional, outras poderão resultar de Portarias do Ministério do Trabalho e Emprego, mas muitas podem constar de uma convenção de caráter nacional, para assegurar as condições mínimas de trabalho a esses trabalhadores, atualmente vítimas de uma grande incidência de doenças e acidentes causados em consequência da natureza de seu trabalho.

Com essa iniciativa, segundo Artur Bueno, “queremos dar uma resposta às condições cada vez mais precárias que encontramos hoje no ambiente de trabalho dos frigoríficos existentes em nosso país, agravadas pelas fusões, incorporações e associações entre grandes empresas – fenômeno, aliás, que presenciamos em outros setores do ramo alimentício e que ameaça o emprego e a segurança do trabalhador”. “Mais do que isso – reforçou - esse trabalho será discutido e levado para o conjunto do movimento sindical brasileiro e, em especial, para que o sistema confederativo dos trabalhadores resgate o seu papel, verdadeiramente classista, na defesa dos interesses de seus representados”.





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