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Nova aposta de grupo leva à Zona Norte centro de eventos para 6 mil pessoas


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08/02/2019 04h45

Nova aposta de grupo leva à Zona Norte centro de eventos para 6 mil pessoas

Bosque Expo funcionará em centro comercial cuja direção banca permanência; Grupo JCC reforça confiança na evolução em bairros na saída para Cuiabá

Humberto Marques


 Shopping Bosque dos Ipês inaugurou na noite desta quinta-feira (7) o Bosque Expo, espaço com capacidade para até seis mil pessoas com o qual aposta atrair para Campo Grande eventos de grande capacidade, em uma composição pouco comum a complexos comerciais no país. A solenidade de abertura do espaço –que já abre com pelo menos três grandes eventos confirmados até junho deste ano– atraiu autoridades e empresários ao centro comercial cuja direção, a despeito de desconfianças sobre sua viabilidade, garante o funcionamento e aposta em bons resultados futuros.

Anunciado em 2008 e inaugurado cinco anos depois, o Bosque dos Ipês fica no prolongamento da Avenida Cônsul Assaf Trad, no encontro com a BR-163 –região norte da Capital. Desde o anúncio das obras, a escolha da região surpreendeu por representar uma das áreas menos povoadas da cidade. Porém, na esteira de investimentos habitacionais focados em famílias com maior poder aquisitivo, projetava-se o crescimento da zona norte e, por consequência, do shopping.

O plano acabou frustrado por questões como a crise econômica dos últimos anos, que atingiu investimentos em vários locais. “Fomos surpreendidos pela crise que aconteceu no país nos últimos quatro ou cinco anos. Esperávamos um desenvolvimento mais rápido, mas o empreendimento, hoje, com o investimento feito pela qualidade do projeto entregue à cidade, mostra confiança no desenvolvimento de Campo Grande e Mato Grosso do Sul”, afirmou Fabrício Cavalcante, presidente do Grupo JCC –detentor do shopping–, segundo quem “é uma questão de tempo” para que desconfianças desapareçam.

“Tenho certeza de que no futuro, quando olharem, verão o brilhantismo e a visão do grupo de investir no desenvolvimento da zona norte de Campo Grande”, destacou Fabrício. Ele lembrou que os investimentos em shoppings-centers nunca garantem retorno em curto prazo, como dois ou três anos, mas sim em 20. “Obviamente esperávamos um retorno mais rápido, mas ele vem se confirmando, principalmente a partir de 2018, quando identificamos uma aceleração”.

 
Fabrício Cavalcanti, presidente do Grupo JCC, vê expectativa de longo prazo em shopping e reforça confiança no crescimento da zona norte da Capital. (Foto: Paulo Francis)

Cidade – O Grupo JCC afirma que, desde dezembro, o complexo comercial acumula aumentos no número de visitantes –de 17% naquele mês, de 21% em janeiro e superior a 30% nos primeiros dias de fevereiro, na comparação com igual período anterior. A possibilidade de mudança de foco ou até de fechamento, por exemplo, está “completamente descartada”.

“A indústria de varejo tem mudado muito nos últimos anos, não só pelo advento de novas tecnologias, mas porque cadeias tradicionais enfrentaram dificuldades, o que é natural devido a crise. Várias lojas fecham e outras abrem, mas tem sido mais intenso nos últimos anos do que todos gostariam. Mas temos confiança absoluta do crescimento da cidade”, disse Fabrício. 

 

O prefeito Marquinhos Trad (PSD), presente à inauguração do Bosque Expo, avaliou que Campo Grande vivenciou há poucos anos um “boom” no crescimento nas gestões de Nelsinho Trad (PSD) e André Puccinelli (MDB), mais concentrado nas regiões leste e oeste.

“A cidade cresceu para os lados e agrediu muito a natureza, ao se pavimentar ruas com agressão a nascentes. Campo Grande nasceu no meio de 33 córregos e esse crescimento fez alguns bairros se tornarem menos atrativos que outros. A região norte era um exemplo disso”, afirmou. Segundo ele, obras de pavimentação em bairros como Nova Lima e Jardim Anache e a revitalização da Cônsul Assaf Trad devem ter influência positiva para balancear os investimentos na zona norte.

 
Marquinhos considera que obras do município vão ajudar a atrair investimentos para a região norte da cidade. (Foto: Paulo Francis)

 

Já Nelsinho credita esse desequilíbrio à falta de investimentos após sua saída da prefeitura, em 2012, quando disse enxergar “uma ruptura no desenvolvimento urbano, social e econômico” da cidade, que resultou por exemplo no aparecimento de favelas. “Entendo que isso atrapalhou muito a cidade e fez com que situações saíssem de controle”, pontuou.

Novo projeto – Apresentado ao público nesta noite, o Bosque Expo foi, segundo Fabrício Cavalcante, uma demanda apresentada por agências de desenvolvimento do governo estadual e da Prefeitura de Campo Grande, indicando que a cidade carecia de espaços para eventos de grande porte.

“Havia uma série de questões quanto a capacidade da cidade de absorver grandes eventos, como a malha aeroviária, incapaz de captar um público de seis mil pessoas para um evento, ou da malha hoteleira que não comportaria um grande congresso de medicina. Foi necessário uma série de estudos, não só locais, mas nacionais, e quanto ao aumento da confiança no desenvolvimento da economia do país para tomarmos essa decisão”, destacou.

O espaço foi dimensionado para comportar desde eventos menores até shows musicais e teatrais até exposições e feiras. A capacidade máxima é de seis mil pessoas, que poderão contar com facilidades como ar condicionado, iluminação natural e proteção contra chuvas, entre outros elementos, integrados à rede do Bosque dos Ipês. A meta é atrair eventos nacionais e internacionais que, hoje, não consideram a Capital como cenário.

 

 





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