PUBLICIDADE

Governo do Estado entrega pontes do Guardinha e Rio dos Velhos em Jardim


PUBLICIDADE

16/05/2019 06h34

Governo do Estado entrega pontes do Guardinha e Rio dos Velhos em Jardim

Silvio de Andrade


 Campo Grande (MS) – “Essas pontes são a melhor maravilha do mundo”, se expressa a sitiante Laura Ferraz, 52, que vive da roça e de uma pequena venda no Assentamento Recanto do Rio Miranda, em Jardim, ao falar dos benefícios que a comunidade rural do município conquistou com a construção, pelo Governo do Estado, das pontes de concreto sobre o Rio dos Velhos e Córrego Guardinha. “Antes a gente ficava isolado, agora podemos até passear na cidade”, diz.

Em fevereiro de 2018, a ligação sobre o Rio dos Velhos, construída pelo governo anterior,  desabou parcialmente durante forte temporal. A estrutura foi mal dimensionada e a execução da base de sustentação (cortinas e alas) mostrou a precariedade do projeto, conforme laudo técnico encomendado pelo Estado. A região de expansão agrícola de Jardim ficou isolada, impedida de escoar soja, boi e hortifrutigranjeiros, além do acesso do ônibus escolar.

Com irregularidades no projeto e execução, ponte do Rio dos Velhos cedeu parcialmente. Foto: Chico Ribeiro

A construção das duas pontes integra o programa de infraestrutura viária lançado em 2017 pelo governador Reinaldo Azambuja, que já entregou 59 passagens de concreto de um total de 106 previstas em 47 municípios, com investimentos de R$ 56,7 milhões. Uma terceira ponte de concreto em Jardim, no Córrego Água Clara, será construída em parceria com a prefeitura.

Dona Laura Ferraz: “A gente ficou muito feliz”

Sonho dos colonos

Por determinação do governador, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) contratou perícia na estrutura e a empresa construtora, a Sipav Engenharia, foi intimida e assumiu a reconstrução da ponte do Rio dos Velhos, que está em fase de conclusão. Reinaldo Azambuja também assumiu o compromisso de construir uma nova ponte de concreto no Córrego Guardinha, na mesma região, a qual está finalizada e liberada para o tráfego.

“O governador nos atendeu e nos presenteia com duas pontes infinitamente melhores do que as anteriores”, comemora o prefeito de Jardim, Guilherme Monteiro. Ele lembra que a queda das travessias na estrada vicinal criou sérios transtornos aos produtores e às agrovilas e interrompeu o transporte dos alunos da zona rural para as escolas na cidade. “Só temos a agradecer ao Reinaldo Azambuja, a ponte do Guardinha era o sonho da comunidade”, frisa.

Ponte do Guardinha custou R$ 1,3 milhão e substitui travessia de madeira improvisada pelos colonos

Ponte improvisada

Com a interdição da ponte no Rio dos Velhos, após o deslocamento de um dos pilares de sustentação, a região serrana de Jardim ficou sem alternativas de transporte. Na época, a Agesul implantou um desvio alternativo, na localidade conhecida como Água Amarela, permitindo o escoamento da safra de soja, que estava sendo colhida. No Córrego Guardinha, os sitiantes improvisaram uma ponte de madeira para passagem de veículos pequenos.

Ronaldo: “A gente passava pelo meio do rio”

“Quando chovia, a gente rezava para não encher o córrego e levar a pontezinha”, lembra o sitiante Abel Morgiroti, 72 anos, dono do Sítio Fome Zero. Agora, uma estrutura de concreto se destaca no Guardinha, com 50 metros de cumprimento – o dobro do tamanho da outra que também foi levada pela correnteza, em 2017. “Com a ajuda do governo vamos construir uma ponte de concreto também no Córrego Santa Clara, na mesma estrada”, adianta o prefeito.

Acabou o pesadelo

A ponte do Rio dos Velhos foi ampliada de 48 metros para 60 metros, com três vãos, sendo o central de 24 metros. A liberação do tráfego depende da finalização da concretagem do último bloco de vigas, segundo o gerente regional da Agesul Edmilson Escobar. A empreiteira se comprometeu a concluir o serviço ainda esta semana, mas depende das condições climáticas. Por enquanto, os veículos transitam de um lado a outro do rio cruzando seu leito por um desvio.

Rio dos Velhos: forte vazão na chuva exigiu reforço na estrutura da ponte não prevista no projeto original

A entrega da nova ponte coincide com o período de colheita e escoamento do milho, gerando expectativa na região. A interdição da estrada obrigou os produtores a usarem um caminho alternativo, que aumentou o acesso aos armazéns e frigoríficos em 55 km. Para os sitiantes, a ponte é sinônimo de esperança. “Tudo vai melhorar”, diz a sitiante Laura Ferraz, animada com o movimento do seu comércio. “O governador nos livrou de um grande pesadelo”, festeja.

 




PUBLICIDADE
  • WhatsApp TUDODOMS459
PUBLICIDADE
  • academia374
  • Nelson Dias12
PUBLICIDADE