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A eleição direta para reitor na UEMS é exemplo democrático para o Brasil


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10/06/2019 14h33

A eleição direta para reitor na UEMS é exemplo democrático para o Brasil

Por Laércio de Carvalho*


 Na última semana 3,8 mil pessoas foram às urnas para escolher a chapa que assume a reitoria da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) pelos próximos quatro anos. Talvez pelo contexto que estamos vivendo, em que pilares da nossa sociedade como educação e democracia têm sido alvo de discursos extremistas, era fundamental que as eleições na UEMS dessem exemplo de como é possível conduzir um processo como esse com foco na discussão de propostas, respeito às diferenças e abertura para ao diálogo.

 

Se conseguíssemos fazer isso, estaríamos cumprindo a principal função da Universidade que é educar, não somente através de conteúdos acadêmicos circunscritos aos limites da sala de aula, mas educar com a melhor estratégia pedagógica que conhecemos: o exemplo.

E conseguimos.

Com os votos apurados no último sábado, foi eleita a chapa “UEMS Presente” da qual tive a honra de compor ao lado da professora Celi, uma referência na educação sul-mato-grossense, especialmente por sua atuação junto à Educação Especial. E diferente do que ocorre na maioria das universidades públicas brasileiras, aqui, quem é escolhido nas urnas é, de fato, aquele que assume o cargo.

Normalmente a escolha da reitoria em uma universidade pública ocorre da seguinte forma: há uma consulta à comunidade acadêmica, composta por estudantes, professores e técnicos administrativos, e os três nomes que receberam o maior número de votos passam a compor uma Lista Tríplice que é encaminhada ao chefe do executivo da esfera federativa em que a universidade se encontra.

Nas universidades federais, a escolha final do nome do reitor compete ao Presidente da República, e no caso das estaduais, ao Governador. Em nenhum dos casos existe obrigatoriedade do chefe do executivo em indicar o nome mais votado, o que, constantemente, acende a discussão sobre o caráter democrático desse processo.

Não é o caso da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e, nesse ponto, MS é uma verdadeira referência democrática para o Brasil. Por aqui a eleição para reitor na Universidade Estadual é direta e os nomes escolhidos nas urnas para reitor(a) e vice-reitor(a) são, efetivamente, os que ocupam o cargo, sem interferências externas de nenhuma natureza. No Centro-Oeste, por exemplo, nenhuma outra universidade pública adota este modelo, considerado arrojado por especialistas na área.

Em um momento como o que estamos vivendo é preciso celebrar os bons exemplos democráticos e o processo eleitoral da UEMS mais uma vez provou ser um deles.

E quanto a mim e à minha companheira Celi, seguimos motivados a promover as condições necessárias para que a UEMS continue sendo um grande laboratório de bons exemplos nas mais diversas áreas em que a Universidade atua, desde a gestão até as ações de ensino, pesquisa e extensão que desenvolvemos em todo o Estado.

*Laércio Alves de Carvalho é reitor eleito da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. É professor da mesma instituição, com mestrado e doutorado em Agronomia pela Universidade de São Paulo.

 




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