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Prefeito chega à Câmara pelos fundos para depor sobre cheque suspeito


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  • mell280

22/07/2019 09h29

Prefeito chega à Câmara pelos fundos para depor sobre cheque suspeito

Arlei Barbosa é investigado por Comissão Especial Processante do Legislativo por causa de cheque emitido pela prefeitura em 2017

Helio de Freitas, de Dourados


 Pela porta dos fundos, o prefeito Arlei Barbosa (MDB) chegou na manhã desta segunda-feira (22) à Câmara de Vereadores de Nova Alvorada do Sul, a 118 km de Campo Grande. Ele depõe na Comissão Especial Processante instaurada em maio para investigar o episódio envolvendo cheque do município, no valor R$ 6.168,00, emitido em nome de empresário da cidade que alega não ter feito nenhum serviço para a prefeitura.

 

Além de Arlei Barbosa, que é investigado na comissão e pode até ser cassado se ficar comprovada irregularidade no pagamento, outras 11 pessoas serão ouvidas hoje, entre elas o empresário Francelino Ruiz Machado, que denunciou o caso, e Tiago Jesus Pereira, dono da empresa que emitiu a nota fiscal.

As demais testemunhas são a ex-secretária de Finanças Luciene Quadros, o ex-gerente de setor Marcelo Lino Lopes, o servidor Eberton Vieira Ferreira, a secretária de Assistência Social Lívia Conceição dias Silva, o secretário da prefeitura de Caarapó Douglas Batista de Souza, o diretor do Procon Oliveira Sergio Borges Silveira, o funcionário do Procon Guilherme Pimentel Borges Silveira, Guilherme Aurélio Lopes Tomaz e a suplente de vereadora Maria de Lourdes Nunes Silveira Borges Pimentel.

A defesa de Arlei Barbosa tinha arrolado também a ministra da Agricultura Tereza Cristina e o deputado estadual Renato Câmara (MDB). O deputado pediu pra depor em outra data e a ministra se negou a depor.

Através da assessoria jurídica, Tereza Cristina informou à Câmara de Nova Alvorada do Sul não ter conhecimento da história e não possuir ligações ou acesso ao prefeito. O nome da ministra foi retirado da lista de testemunhas.

O caso – O cheque emitido em agosto de 2017 foi preenchido em nome de Francelino Ruis Machado, dono de prestadora de serviços de manutenção. Apesar de garantir que não prestou nenhum serviço para a prefeitura, ele admite que descontou o cheque no banco e entregou o dinheiro para um amigo, na época funcionário da prefeitura.

Foi Francelino que denunciou o caso ao Ministério Público, onde existe investigação em andamento desde 2018. No dia 30 de abril deste ano, o empresário fez protesto no centro da cidade com uma cópia gigante do cheque e cobrou providências da Câmara.

 

 





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