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Depois de trégua curta, número de queimadas dispara em 24h


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  • mell280

08/09/2019 10h39

Depois de trégua curta, número de queimadas dispara em 24h

Somente nas últimas 24 horas, Corpo de Bombeiros atendeu à metade de todas as ocorrências relatadas no mês de setembro

Humberto Marques


 Em um intervalo de 24 horas, o Corpo de Bombeiros realizou mais da metade de todos os atendimentos em setembro a incêndios em vegetação em Campo Grande –incluindo terrenos baldios, amontoados de lixo e em áreas de conservação. Os dados, da própria corporação, apontam que, entre sexta-feira (6) e hoje (7), foram 29 acionamentos, contra 53 registrados desde o primeiro dia do mês. O total de incêndios registrados neste ano na Capital já supera em quase 20% o total em todo o ano de 2018. Os números das últimas 24 horas são similares à média de Mato Grosso do Sul, com 55 acionamentos desde sexta-feira e 118 desde o dia 1º. Em sete meses, o Estado também já superou o registrado em 2018 em 5,5%.

Ao longo do dia, leitores contataram o Campo Grande News para relatar ocorrências em diferentes locais da cidade. Pela manhã, em um intervalo de cerca de uma hora, foram avistadas chamas em bairros como o Bosque das Araras (região do Tijuca, no sul da cidade), Zé Pereira, São Caetano (na região da UCDB) e no distrito de Indubrasil.

O volume de incêndios atendidos neste mês também supera o registrado no ano passado: entre 6 e 7 de setembro de 2018, houve 14 focos de calor na Capital e 40 no interior –metade do registrado neste ano em Campo Grande. E, nos sete primeiros dias do mesmo mês de 2018, foram 33 na Capital e 87 no Estado.

Segundo o tenente-coronel Fernando de Almeida Carminatti, chefe de Comunicação Social do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, houve um aumento considerável nos focos de calor nas últimas 24 horas. “No começo do mês houve chuvas leves e, na quinta-feira, também choveu em locais isolados. Mas na sexta-feira e hoje a temperatura está muito alta”, afirmou.

Incêndio em Indubrasil; áreas urbanas têm sido alvo de queimadas na atual estação. (Foto: Simão Nogueira)Incêndio em Indubrasil; áreas urbanas têm sido alvo de queimadas na atual estação. (Foto: Simão Nogueira)

Origem – Carminatti explica os ingredientes para o aumento nos acionamentos aos bombeiros são basicamente os mesmos: “temperatura alta, tempo seco com umidade baixa e muito vento, além da insistência das pessoas em atearem fogo nos terrenos”. 

Se a ação humana segue imprevisível, mesmo diante da possibilidade de enquadramento dos autores de queimadas urbanas na legislação, respondendo por crimes ambientais e pagando multas que podem chegar a R$ 5 mil, o componente climático promete mais dor de cabeça aos bombeiros nos próximos dias: até terça-feira (10), a meteorologia prevê temperaturas de até 42 ºC no Estado, com a umidade relativa do ar se posicionando abaixo de 20%.

Neste sábado, alerta do Instituto Nacional de Meteorologia aponta que a Capital e outros 21 municípios podem registrar umidade inferior a 12% durante a tarde.

O aumento registrado nos focos de calor nos últimos dias também vai ao encontro dos dados reunidos em um ano com mais notícias sobre incêndios: foram 2.834 em Campo Grande entre 1º de janeiro e o início da tarde de hoje, contra 2.002 no mesmo período do ano passado –um aumento de 41%.

No Estado, já foram registrados 4.910 incêndios em sete meses, contra 3.864 entre janeiro e os sete primeiros dias de setembro de 2018, um avanço superior a 27%.

Nos dois casos, o total de focos de calor já supera todo o registrado em 2018, quando houve 2.393 incêndios atendidos pelos bombeiros na Capital (aumento de 20%) e 4.653 em todo o Estado (avanço de 5,5%).

 
 
 




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