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MS fica entre os mais quentes do País com o 'calorão' de janeiro


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17/01/2020 07h38 - Atualizado em 17/01/2020 08h15

MS fica entre os mais quentes do País com o 'calorão' de janeiro

Ranking mais recente dos valores extremos do Inmet teve três localidades do Estado

Marta Ferreira e Clayton Neves


No novo cartão postal de Campo Grande, a 14 de Julho revitalizada, o vai e vem de gente apressada é entrecortado, às vezes, por diálogos. E muitos deles, nos últimos dias, têm a ver com o calorão de “40 graus”, que colocam Mato Grosso do Sul entre os estados mais quentes do País. A medição mais recente do Inmet (Instituto Nacional de Meteologia) relaciona três localidades do Estado entre as 20 onde o termômetro bateu mais alto nesta quarta-feira (15) em todo o Brasíl. Água Clara, a 198 quilômetros, foi o segundo município com o valor mais alto no País, com 38 graus.

Só a cidade de Poxoréo, no Mato Grosso, teve registro superior, de 39 graus. Corumbá e a região de Nhumirim, no meio do Pantanal, também estão na lista, com os termômetros em 37 graus. Esses valores são os objetivos. Na pele, o calor suarento parece ainda mais forte e, nas ruas de Campo Grande, é tema de queixas e brincadeiras. De acordo com os dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS), o dia mais quente desde o começo de 2020 foi ontem, com 33,9 graus celcius marcados.

Considerando os 77 municípios, Água Clara teve o calor mais intenso, também ontem, quando ficou em destaque no País.

 
Na Praça Ary Coelho, idosa passa em frente ao chafariz, um respiro no meio do dia quente. (Foto: Marcos Maluf)Na Praça Ary Coelho, idosa passa em frente ao chafariz, um "respiro" no meio do dia quente. (Foto: Marcos Maluf)

Pode “piorar” – Na comparação com ano passado, 2020 ainda não atingiu as mais altas temperaturas. Em Campo Grande, conforme os dados do Cemtec, janeiro de 2019 teve até 37,9 graus celcius.

Nas ruas, os números não significam muito. Vale o que o corpo sente e cada um dá seu jeito para alivar a sensação de calor. “Já está calor quando levanta. É muito ruim. Fico sempre dento de casa, não fico saindo na rua. Quando saio, levo garrafa de água” , afirma a operadora de caixa Eunice Pereira da Silva Neta, 21 anos. O tereré, segundo a jovem, também está sempre perto das mãos. Nas mãos, ela tinha, de fato, uma garrafinha com água durante a conversa.

A adolescente Jéssica Da Souza Silva, de 15 anos, estava na Praça Ary Coelho com o irmão de 2 anos, Thales. Para refrescar a criança, comprou um picolé para ela. "Estava reclamando do calor”, explicou. Para ela, os pequenos sofrem mais, por não saber “como se defender”.

Para quem comercializa produtos que dão ajudam o corpo a resfriar, o calorão é bom. Vendedora de açaí, Vania Margarida Gomes, 33 anos, disse que para ela, 2020 está “bombando”. “Em tenpos de calor, a venda dobra”, conta.

 
Para a criança, o picolé foi o jeito de amenizar  os efeitos das altas temperaturas. (Foto: Paulo Maluf)

Para a aposentada Ramona Velasques, 61 anos, só “muito banho” para resolver mesmo. “Muito calor, está um forno”, resumiu. Para os próximos dias, o Inmet prevê até 39 graus em Mato Grosso do Sul, mas também possibilidade de chuvas intensas para 59 municípios do Estado.

 




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