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MST ocupa Ministério da Fazenda e pede pressa na reforma agrária


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23/08/2011 10h20

MST ocupa Ministério da Fazenda e pede pressa na reforma agrária

Agência Brasil


 Cerca de 4 mil trabalhadores sem-terra ocuparam no começo da manhã desta terça-feira o Ministério da Fazenda, em Brasília. Os agricultores saíram em marcha do Estádio Nilson Nelson, no centro da cidade, em direção ao ministério. Eles reivindicam que o governo acelere a reforma agrária e dê prioridade aos agricultores atingidos por barragens, enchentes e chuva.

 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) quer uma resposta à questão das dívidas dos pequenos agricultores, avaliadas em cerca de R$ 30 bilhões. Também cobra o fim da previsão de corte de aproximadamente R$ 65 milhões nos investimentos em reforma agrária no país este ano. Os trabalhadores estão acampados em Brasília desde segunda-feira. Eles organizam marcha em 17 estados amanhã . Na segunda-feira, Integrantes do MST invadiram a fazenda da Cutrale , uma das maiores produtoras de suco de laranja do mundo, em São Paulo.

 

Não há uma previsão sobre o tempo que os trabalhadores ficarão no Ministério da Fazenda, mas a expectativa, segundo a assessoria de imprensa, é que passem o dia no local.

 

O último levantamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que analisa os números de 2003 a 2010, mostra que a área incorporada ao programa de reforma agrária saltou de 21,1 milhões de hectares de terras, de 1995 a 2002, para 48,3 milhões, registrando aumento de 129%.

 

Pelo levantamento, o número de famílias beneficiadas também aumentou ao longo de oito anos, chegando às atuais 614.093. No mesmo período, foram criados 3.551 assentamentos. Atualmente, o Brasil conta com 85,8 milhões de hectares incorporados à reforma agrária, 8.763 assentamentos atendidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde vivem 924.263 famílias.

 

De acordo com o Incra, a aquisição de áreas pelo instituto ocorreu por meio de desapropriação, compra direta para implantação de assentamentos de trabalhadores rurais e por meios não onerosos, como a destinação de terras públicas e o reconhecimento de territórios.







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