01/04/2017 07h46

Compaixão

Venildo Trevizan


 O ser humano leva consigo valores e fraquezas, grandezas e misérias, graças e pecados. Seguidamente, depara-se com situações nem sempre agradáveis. São situações de tropeços na vida amorosa, de decepções em seus sonhos, de insucessos em sua vida profissional, ou até descrença em Deus. São situações que não agradam, mas acontecem. 

 
Ao deparar-se com essas e outras situações constrangedoras, é muito comum as pessoas que se dizem equilibradas emocionalmente tomarem atitudes simplesmente de lamentar ou de ter pena. Possivelmente, essas pessoas não viveram experiência alguma de situações de sofrimento, seja físico, seja moral. Não conviveram com dificuldades financeiras ou mesmo espirituais.
 
São pessoas que simplesmente lamentam e se mantém a distância. Não admitem aproximação. Não aceitam tomar atitudes de solidariedade e de compaixão. Têm medo de maiores compromissos, têm medo de assumir responsabilidades que interfiram em sua vida rotineira. Querem sossego. Querem manter distância e apenas lamentar o que está acontecendo.
 
Bem diferente foi a atitude do Mestre dos mestres quando soube da morte do amigo Lázaro. Após ser informado do acontecido, os sentimentos pesaram tanto em sua mente, que se comoveu e chorou. Revelou o coração bondoso e misericordioso do Pai que ama cada filho e cada filha com ternura e compaixão. Revela que nos quer felizes, apesar dos impasses comuns no dia a dia da convivência humana.
 
Diante dessa constatação permanece um grande desafio para a mente humana. Em decorrência do crescimento tão rápido da influência das redes sociais, os sentimentos humanos estão perdendo sua expressão e sua influência. Lamentamos tudo quanto seja desagradável, mas não nos tocamos em fazer algo a fim de diminuir a dor e o sofrimento de quem se sinta atingido por algum desses males que proliferam em nossa sociedade.
 
Enquanto não ferir nossa pele e não machucar nossos sentimentos, continuaremos em nosso mundo virtual nos divertindo, muitas vezes, às custas do sofrimento alheio. O coração está se tornando frio e calculista. Os sentimentos estão passando para o mundo do indiferentismo e se isolando da sensibilidade humana.
 
O sofrimento alheio já não altera nosso comportamento. Também os problemas dos outros não atingem nossa sensibilidade. Os clamores dos empobrecidos já não interferem em nossos projetos. As injustiças sociais e a corrupção dos costumes não alteram nosso comportamento. O coração está endurecendo e a mente se distanciando.
 
 
 
Continuamos lamentando e não nos comprometendo. Continuamos insensíveis aos apelos silenciosos dos empobrecidos. Continuamos sonhando riquezas, títulos, prazer e poder, enquanto a sociedade vai se deteriorando em seus mais sagrados princípios de moral e ética.
 
Está na hora de quem se considera humano libertar os demais de toda a espécie de escravidão e proporcionar a verdadeira e saudável liberdade. Está na hora de tirar dos túmulos os que se encontram sepultados pela desesperança e proporcionar vida honrada e digna. 

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