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Monica Nascimento
PUBLICADO EM: 27/02/2025 08h56


Marfrig lucra 2,8 bilhões de reais em 2024 com novo modelo de negócios na América do Sul


Receita Líquida Consolidada no ano foi de 144,2 bilhões de reais, 14% maior que em 2023

 - A Marfrig (B3:MRFG3 e ADR Nível 1: MRRTY), uma das líderes globais na produção de proteína animal e maior produtora mundial de hambúrgueres, apresentou seus resultados fiscais relativos ao quarto trimestre e ao ano de 2024. Os números do balanço consolidam as informações contábeis e financeiras da Operação Continuada da América do Sul, da Operação América do Norte (representada pela National Beef) e da BRF. Os resultados apresentados confirmam o sucesso da estratégia de diversificação geográfica e de portfólio e de foco em aumento de eficiência operacional e em produtos de alto valor agregado.

No ano de 2024, a Marfrig registrou um lucro líquido de 2,8 bilhões de reais ante a um prejuízo de R$ 1,5 bilhão em 2023. A receita líquida consolidada foi de 144,2 bilhões de reais – avanço de 14% na comparação anual. O EBITDA ajustado consolidado, por sua vez, alcançou 13,6 bilhões de reais, com variação de 59,5% na comparação com 2023 e margem de 9,5%.

No quarto trimestre, a empresa reportou um lucro líquido de 2,57 bilhões de reais, resultado 2.172% superior ao obtido no mesmo período de 2023 e que pode ser explicado pela conjunção de aumento da eficiência das operações e ganho de capital obtido com a alienação de ativos na América do Sul. A receita líquida consolidada cresceu 22,1%, atingindo 41,3 bilhões de reais. O EBITDA ajustado foi de 3,7 bilhões de reais, avanço de 37,1% na comparação com o último trimestre de 2023. A margem EBITDA ajustada consolidada foi de 9,1%.  O fluxo de caixa operacional trimestral foi positivo em 4,37 bilhões de reais, e o fluxo de caixa livre foi positivo em 1,59 bilhão de reais.

De outubro a dezembro de 2024, a proteína bovina, - foco das operações da Marfrig na América do Sul e da National Beef, na América do Norte – respondeu por 58% da receita líquida consolidada. Os demais 42% tiveram origem na venda de produtos derivados de proteínas de aves e suínos – mercados nos quais a BRF está entre as líderes globais. No quarto trimestre, a receita líquida da BRF foi de 17,46 bilhões de reais e o EBITDA ajustado aumentou mais de 50%, atingindo 2,8 bilhões de reais, com margem de 16%.

A política de disciplina financeira também mostrou avanços consideráveis. No final de dezembro, a alavancagem consolidada da companhia, medida pela relação dívida líquida consolidada sobre o EBITDA ajustado consolidado, era de 2,8 vezes em reais ante uma relação de 3,0 vezes registrada ao final do terceiro trimestre de 2024. Foi a sétima queda trimestral consecutiva. Quando observada em US dólares, maior porção do endividamento da Companhia, o número final é ainda menor 2,47x versus 3,87x no 4T23.

Após a venda de 13 ativos no Brasil, Argentina e Chile, concluída em 28 de outubro, a Marfrig recebeu 5,7 bilhões de reais pela venda das unidades, que somados aos 1,5 bilhão de reais recebidos na assinatura do contrato, totalizam mais de 7,2 bilhões de reais. Esses recursos estão sendo utilizados no processo de redução da alavancagem e, consequentemente, na diminuição do estoque de dívida e das despesas financeiras. A empresa antecipou o pagamento de quase 5 bilhões de reais em dívidas.

Os resultados positivos de 2024 se traduziram em ganhos significativos para os investidores. Em dezembro, a Marfrig distribuiu 2,5 bilhões de reais de dividendos para seus acionistas e 1,1 bilhão de reais de JCP (juros sobre capital próprio) para os acionistas da BRF. As ações da Marfrig encerraram o ano com uma das melhores performances do Ibovespa, índice da B3.

“O ano de 2024 foi um marco para a história de Marfrig e BRF, com avanços na reestruturação operacional, expansão global, disciplina financeira e geração de valor para os acionistas”, diz Marcos Molina, controlador e presidente dos conselhos de administração da Marfrig e da BRF. “Além da desmobilização de ativos para ampliar o foco da operação da Marfrig em complexos industriais com maior escala e geograficamente bem localizados, cujos números do último trimestre já demonstram aumento da eficiência operacional, avançamos nos processos de internacionalização da BRF, com ampliação da presença na China e, em parceria com a Marfrig, com a entrada da marca Sadia no mercado global de produtos bovinos a partir de janeiro de 2025.”

Operação América do Sul tem recorde em volume de vendas e abate

O desempenho das operações na América do Sul foi fundamental para os bons resultados apresentados pela Marfrig no quarto trimestre e ao longo do ano de 2024. Nos últimos três meses do ano, a América do Sul registrou uma receita líquida de 5,1 bilhões de reais – 18,9% superior à obtida no mesmo período de 2023. O EBITDA foi correspondente a 660 milhões de reais, com variação positiva de 25,1% se comparado ao mesmo período de 2023, e margem de 12,8%. O EBITDA anual da Operação América do Sul ficou em 1,8 bilhão de reais, 12,3% superior a 2023, com margem 11,2%.

Mesmo com a alienação de plantas no Brasil e na Argentina, o volume de vendas cresceu 25.1%, atingindo 241 000 toneladas. Esse crescimento é explicado, principalmente, pelo aumento de capacidade de abate de desossa e pela otimização dos complexos industriais da companhia.  As exportações representaram 51% das receitas totais da Operação América do Sul no trimestre. Do total exportado, 52% foram destinados aos mercados da China e de Hong Kong (contra 55% no 4T23, o que reflete a diversificação cada vez maior de mercados internacionais).

Em 2024, a Marfrig obteve 35 novas habilitações na América do Sul, passando a vender para mercados como Estados Unidos (nova habilitação para Várzea Grande), China (na Pampeano e única planta de industrializados autorizada a exportar para o país asiático) e Israel para San Jorge na Argentina.

“O trimestre já refletiu o novo modelo de negócio da Marfrig para a América do Sul, com a concentração da nossa operação em complexos industriais e produtos de valor agregado, localização privilegiada, somados à estratégia de aumentar o volume de gado confinado", afirma Rui Mendonça, CEO da Operação América do Sul da Marfrig.

No fim de setembro, a Marfrig recebeu a aprovação integral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para a venda de 13 ativos, localizados no Brasil, na Argentina e no Chile. A venda dos ativos, compostos em sua maioria por plantas de abate, é parte da estratégia de focar na produção de carnes com marca e em produtos de maior valor agregado, com operação concentrada em complexos industriais.

Operação América do Norte com desempenho superior ao setor

A Operação América do Norte da Marfrig continua a apresentar desempenho operacional superior à média da indústria, devido ao modelo de negócios baseado em parcerias estratégicas para o fornecimento de matéria prima e oferta de produtos com valor agregado. No consolidado anual, a operação alcançou receita líquida de 12,37 bilhões de dólares, aumento de 3,5% na comparação com 2023, com aumento de 0,1% no volume de vendas, totalizando 1,98 milhão de toneladas comercializadas em 2024. A margem EBITDA ajustada na operação foi de 11% em 2024.

No quatro trimestre, a receita líquida atingiu 3,19 bilhões de dólares, 4,8% superior na comparação com o quarto trimestre de 2024, resultado do aumento de 0,8% no volume de vendas e do incremento do preço médio, que apresentou evolução de 3,97% versus o 4T23. A margem EBITDA ajustada da operação foi de 1,9%.

“De maneira geral, esperamos que a demanda por carne bovina continue forte, mesmo com preços mais altos. A forte procura e a redução da oferta de gado devem elevar os valores dos cortes, permitindo que o setor atinja níveis de margem mais altos nesse ciclo”, diz Tim Klein, CEO da Operação América do Norte da Marfrig. “Nosso modelo de negócio para a América do Norte, baseado em parceria estratégica para fornecimento de matéria-prima e na oferta de produto de valor agregado, tem sido eficiente para manter nossa performance acima da média da indústria por mais um trimestre”

Avanços na Agenda ESG

No pilar ESG, a Marfrig é, mais uma vez, reconhecida como líder dos principais rankings relacionados à sustentabilidade. É a empresa do segmento mais bem avaliada na FAIRR Initiative (rede colaborativa sediada em Londres, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre os riscos e oportunidades em ESG no setor de proteína animal e laticínios) e pela primeira vez alcançou a pontuação máxima (nota A) nas três categorias da lista de transparência ambiental do CDP (Carbon Disclosure Project): Mudanças Climáticas, Segurança Hídrica e Florestas.

Ao longo do ano de 2024, a Marfrig registrou avanços na meta de rastrear, até o fim de 2025, 100% de sua cadeia de fornecimento em todos os biomas no Brasil. Até dezembro, além de monitorar todos os fornecedores diretos via satélite, a Marfrig obteve controle de 88,8% de fornecedores indiretos na Amazônia e 79,6% no Cerrado.

 








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