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Depois de 11 dias no CTI e entubado, jornalista escreve sobre covid-19


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29/06/2020 16h26

Depois de 11 dias no CTI e entubado, jornalista escreve sobre covid-19

Por Paula Maciulevicius Brasil


 Jornalista desde 1984, são inúmeras coberturas que marcaram a carreira de Paulo Yafusso pela TV, rádio e jornais. Atualmente na Secretaria de Comunicação do Governo do Estado, Paulinho, como é conhecido profissionalmente, deu um susto nos familiares e colegas. Depois de uma febre, e o teste positivo para a covid-19, o jornalista chegou andando e falando no hospital, e de lá foi internado às pressas no CTI. Os médicos, ao verem os exames, não sabiam dizer como ele conseguia conversar. Foram 11 dias, quatro deles sedado e entubado. Em casa há uma semana, Paulo descreve no Voz da Experiência como foi ser personagem de um vírus tão grave.

 
Perto de vencer a última etapa dessa batalha contra um inimigo que age rápido e é impiedoso, sinto uma imensa gratidão a todos aqueles que em correntes de orações me ajudaram a vencer o período mais grave desse processo. A fé incondicional fez com se processasse o milagre e Deus restaurasse a minha vida. Na outra frente, profissionais da saúde do Hospital da Cassems, onde fiquei internado 11 dias, com tudo que a ciência dispõe, trabalhavam vigilantemente 24 horas por dia para me curar e me devolver ao convívio da minha família e meus amigos. 
 
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Aos que ainda brincam com o novo coronavírus, peço que mudem de entendimento, tenham consciência que a covid-19 traz dor, tristeza. Não vale a pena usar o tempo que muitos acham que é “folga” no emprego ou estudos em passeios, baladas e aglomerações. Não espere viver o drama que essa doença traz, para ver que a sua casa é a sua fortaleza, local em que celebramos a vida.
 
Estou nesta luta há quase um mês. No sábado, 30 de maio, um sábado, amanheci com febre e iniciei tratamento como se fosse uma gripe. Na segunda-feira, primeiro de junho, já me sentia melhor e fui trabalhar normalmente. Não havia completado ainda a primeira hora de jornada quando o meu chefe me chamou para discutir as tarefas do dia. Ele me perguntou se estava bem e quando respondi que estava com febre mandou que fosse embora para casa e fizesse o teste da covid-19. Uma hora depois já estava em casa e o teste agendado para o final da manhã do dia seguinte, dia 2.
 
 
Sexta-feira, dia 5 de junho, no meio da manhã veio a notícia que provocou desespero e choro em casa. O meu teste deu positivo para a covid-19. Me aprontei e fui ao médico. Iniciei tratamento de cinco dias com Azitromicina e Dipirona. Desde este dia, passei a ser monitorado pela equipe da Secretaria de Saúde de Campo Grande (Sesau). Todos os dias me ligavam para me avaliar. 
 
No dia 9, quando terminei o tratamento com os medicamentos, o médico da Sesau disse para retornar ao hospital e pedir para fazerem tomografia. No hospital, no momento da triagem começou o susto maior, o medo. Cheguei tranquilo, sem tosse, sem falta de ar, mas o meu nível de saturação de oxigênio estava em 83. O médico disse que nem sabia como eu estava conseguindo conversar e mandou que fosse feito a tomografia e que me internassem. 
 
Fui para a UTI e depois disso só me lembro do tempo que fiquei no hospital depois do dia 15, quando já estava sem sedação e aparelho. Só depois que recebi alta, no sábado, dia 20, é que fiquei sabendo que passei por um período difícil. Fiquei sedado e entubado durante quatro dias e esse foi o período mais apavorante para os familiares e amigos. Nesses dias, foram duas tentativas de me tirarem da sedação. Teve início então as correntes de orações. Minha esposa passou a receber ligações e mais ligações de amigos e até pessoas que não conhecemos, pedindo para incluir nas correntes de orações ou dizer que estão em oração pela minha recuperação. Grupos de igrejas passaram a incluir o meu nome nas orações. O milagre se fez e com quatro dias já estava só usando máscara para receber oxigênio para ajudar na respiração.
 
 




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