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Acidente mata padeiro de ponto obrigatório para quem passa por Sidrolândia


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12/09/2020 19h31

Acidente mata padeiro de ponto obrigatório para quem passa por Sidrolândia

Um dos funcionários mais antigos da Casa do Pão de Queijo, Flávio morreu e deixou uma cidade toda em luto

Por Paula Maciulevicius Brasil


 "A Vovó chora, mas o céu está em festa. Perdemos hoje um grande amigo, um grande neto, um enorme filho, um irmão da família CPQ, mas o céu ganhou uma estrela". Essa é a frase que estampa o aviso de luto da padaria que se tornou ponto obrigatório de parada por quem passa por Sidrolândia, depois que um acidente matou o padeiro Flávio Espíndola, na madrugada deste sábado na MS-162.


Dos 37 anos de vida, Flávio estava há pelo menos 17 anos na Casa do Pão de Queijo. Entrou como padeiro, se tornou chefe e por fim era gerente de produção. A notícia foi recebida com muita tristeza pelos funcionários que ainda na madrugada foram avisados da morte, e consequentemente, do fechamento por luto do comércio.


Uma das gerentes, Eva Torres, recebeu a chamada de uma das pessoas que passaram pelo acidente.

"Como a cidade é pequenininha, o rapaz que parou conhecia ele e a gente também", explica. Era 00h07 quando o celular tocou. "Eu fui até lá, no local do acidente, porque não conseguia ficar em casa. Foi muito chocante, é inacreditável", acrescenta.

Foram nove anos trabalhando diariamente com ele. "Não tem reclamação dele, sabe? Estava comentando agora, que quando eu comecei a trabalhar lá, tinha filho pequeno, se estava chovendo, ele me emprestava o carro para pegar criança na escola", recorda Eva. "Tudo que estivesse ao alcance, ele fazia. Era muito querido na padaria e a cidade toda conhece ele. Foi uma perda muito grande", diz.


Fachada de padaria anuncia o luto por funcionário querido. (Foto: Divulgação)
Fachada de padaria anuncia o luto por funcionário querido. (Foto: Divulgação)
Na gerência de produção, Flávio não ficava tão próximo dos clientes, mas era quem trazia as novidades da confeitaria ao paladar do público. "Ele coordenava e gerenciava os padeiros, quando tinha cursos, ele quem fazia. Era muito, muito bom nisso, e passava para a nossa equipe", completa Eva.

Antes de definir o funcionamento para os próximos dias, a padaria vai esperar o enterro do funcionário querido. "Nem conversamos sobre isso ainda. Eu fui lá hoje para explicar para os clientes que tínhamos agendado entrega e só de entrar lá foi horrível a sensação. Saí de lá chorando, porque é o ambiente onde a gente está acostumado a vê-lo desde sempre".

Abalada, a outra gerente, que dividiu 17 anos de serviço, Zuleide Dias, se refere a Flávio como um filho. "A gente pegou uma convivência muito grande, de família. Ele era como se fosse um filho, inclusive tem a idade do meu filho", lamenta.

Visto como bacana e trabalhador, Flávio é descrito como uma pessoa de grande coração.

"Foi uma perda muito grande para mim, para nós da padaria. Ele não tinha tempo ruim, foi um choque tanto para nós quanto para a família dele, que não está sendo fácil".


Acidente - De acordo com boletim de ocorrência, o acidente ocorreu a sete quilômetros do perímetro urbano de Sidrolândia, após a empresa Coamo. Flávio retornava para casa, localizada na zona rural do município quando perdeu o controle do carro e morreu. O irmão da vítima reconheceu o corpo no local do acidente.



 




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