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Arrendatário de posto é preso na segunda fase da Operação Dark Card


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14/10/2021 13h48

Arrendatário de posto é preso na segunda fase da Operação Dark Card

Polícia também cumpriu outro mandado de prisão contra ex-servidor da Prefeitura de Nova Alvorada do Sul

Hélio de Freitas


 

Empresário identificado apenas como João Carlos foi preso hoje (14), na segunda fase da Operação Dark Card, iniciada no mês passado pela Polícia Civil para desmontar esquema de desvio de dinheiro público através de abastecimento falsos de veículos da frota oficial dos municípios de Rio Brilhante e Nova Alvorada do Sul. O valor desviado se aproxima de R$ 2 milhões. 

Viaturas da Polícia Civil no condomínio onde empresário foi preso, em Campo Grande. (Foto: Divulgação)

Arrendatário do posto Trevão, em Nova Alvorada do Sul, João Carlos foi preso em sua casa, no Bairro Santa Fé, atrás do Shopping Campo Grande, na Capital. Segundo a investigação, a empresa recebia pelos abastecimentos falsos feitos com cartão corporativo e repassava o dinheiro aos integrantes da organização criminosa, acusados de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

 

Também hoje foi cumprido novo mandado de prisão contra o ex-servidor da Prefeitura de Nova Alvorada do Sul e locutor de rádio Washington Luiz Santana. Ele já tinha sido preso na primeira fase, no dia 30 de setembro.

A investigação é conduzida pelas delegacias de Nova Alvorada do Sul e Rio Brilhante e tem apoio do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado). A reportagem apurou que o caso tem ligação com o esquema investigado em Maracaju, na Operação Dark Money.

Dados apurados até agora apontam desvio de pelo menos R$ 1,4 milhão da Prefeitura de Nova Alvorada do Sul com abastecimentos simulados em 2020 e R$ 330 mil desviados da Prefeitura de Rio Brilhante em três meses de 2021.

Segundo a polícia, a segunda fase apura os abastecimentos simulados do ano passado na Prefeitura de Nova Alvorada do Sul e os deste ano em Rio Brilhante. Hoje, além dos mandados de prisão, foram cumpridos um mandado de busca, sequestros de bens proporcionais ao prejuízo sofrido pelo erário público, apreensão de veículos e joias e bloqueio de contas bancárias.

A investigação teve origem a partir de denúncias feitas pelo prefeito de Rio Brilhante, Lucas Foroni (MDB), no dia 22 de julho deste ano, após identificar abastecimentos de carros da prefeitura feitos no município de Nova Alvorada do Sul, a 40 km de distância. 

Como os envolvidos no esquema em Rio Brilhante tinham influência em Nova Alvorada do Sul, a polícia solicitou à Controladoria do município o extrato dos gastos com a frota veicular em 2020.

Com base nas informações, os policiais civis descobriram gastos inconsistentes de algumas secretarias com o cartão genérico, ou seja, aquele que não é vinculado a nenhum veículo oficial e deve ser usado somente de forma emergencial. O prejuízo chega a R$ 1,4 milhão.

A investigação feita pela Delegacia de Rio Brilhante descobriu que os cartões eram passados reiteradamente sem que houvesse qualquer abastecimento. Análise do rastreador da frota veicular de Nova Alvorada do Sul mostrou que o percurso necessário para consumir o combustível pago pela prefeitura sequer foi percorrido.

Policial faz buscas durante 2ª fase da Operação Dark Card. (Foto: Divulgação)
Policial faz buscas durante 2ª fase da Operação Dark Card. (Foto: Divulgação)

Foragido - Na primeira fase, além de Washington Luiz Santana, foi decretada a prisão preventiva do ex-controlador geral da Prefeitura de Rio Brilhante Haslan Pisciottano da Silva e do contador Renan Espíndola Menezes, ex-coordenador de Programas Sociais de Rio Brilhante.

Haslan continua preso e Renan Menezes é considerado foragido. No dia 5 deste mês, o advogado dele, Luesley Rezende de Matos, disse que seu cliente está fora de Mato Grosso do Sul e foi “pego de surpresa” com a ordem de prisão preventiva. Matos entrou com pedido de relaxamento da prisão.

Naquele dia, o advogado disse ao Campo Grande News que assim regressasse de viagem, Renan iria se apresentar às autoridades para “prestar todos os esclarecimentos necessários”. Entretanto, o mandado de prisão continua “em aberto”.





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