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Especialistas debatem no Museu do Amanhã como financiar a conservação ambiental e a restauração ecológica


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  • mell280

29/11/2025 07h25

Especialistas debatem no Museu do Amanhã como financiar a conservação ambiental e a restauração ecológica

assessoria


 

  • Na esteira da COP 30, evento no Rio discute como transformar o Código Florestal em motor econômico da transição ecológica

  • BVRio coorganiza o encontro e apresentará oportunidades financeiras dos mecanismos de mercado voltados à conservação e à regularização ambiental

  • O evento inclui ainda o lançamento da nova Vitrine da Restauração, infraestrutura pública essencial para viabilizar restauração em larga escala.

A implementação efetiva de instrumentos para regularização, conservação e restauração ambiental representa um dos principais desafios e oportunidades para o Brasil transformar compromissos climáticos em resultados econômicos concretos. Em um momento em que o país busca consolidar sua liderança ambiental, instrumentos como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), os Programas de Regularização Ambiental (PRA) e as Cotas de Reserva Ambiental (CRA) tornam-se centrais para conectar regularização fundiária, preservação de ecossistemas e geração de receitas para proprietários rurais.

É nesse contexto que acontece, nos dias 1 e 2 de dezembro, o 1º Encontro Estadual do CAR e PRA, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O evento, organizado pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA) com apoio de várias instituições, entre elas a BVRio, reunirá representantes de órgãos federais e estaduais, especialistas em legislação ambiental e organizações do terceiro setor para discutir avanços, desafios e caminhos para a implementação do Código Florestal no Estado do Rio de Janeiro.

Infraestrutura climática, instrumentos econômicos e restauração

O Brasil chega a este encontro em um momento decisivo: apesar do Código Florestal ser considerado por especialistas a maior infraestrutura climática já criada no país, seu potencial permanece subutilizado. A lei definiu regras nacionais, criou instrumentos econômicos e estabeleceu bases para mercados ambientais capazes de destravar investimentos, mas sua implementação ainda esbarra em falta de organização territorial, assimetrias de informação e dificuldades para transformar a legislação em resultados concretos no território.

É justamente essa lacuna entre norma e prática que conecta as duas frentes de atuação da BVRio no evento: a restauração ecológica, que exige dados confiáveis e coordenação territorial, e os instrumentos econômicos ambientais, que dependem de governança, integridade e previsibilidade para funcionar.

No dia 2 de dezembro, às 9h, durante o Painel 3,"A restauração ecológica de passivos ambientais no RJ", a BVRio promove o lançamento da nova versão da Vitrine da Restauração, desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE),  com apoio técnico e financeiro do projeto PlanaFlor (BVRio/FBDS). A plataforma, redesenhada para integrar oferta, demanda e território, busca resolver exatamente um dos principais gargalos da restauração em escala: a falta de dados estruturados e de coordenação territorial para orientar políticas e investimentos.

“Sem informação confiável, não há política pública eficaz. A restauração só ganha escala quando governo, produtores e investidores conseguem ver onde estão os elos da cadeia, onde estão as áreas prioritárias e quais são os gargalos reais. A Vitrine oferece justamente essa organização territorial, transformando dados dispersos em orientação prática para quem precisa decidir e executar”, explica Roberta del Giudice, diretora de Florestas e Políticas Públicas da BVRio.

Ainda no dia 2, às 16h, a BVRio integra o Painel 5 sobre Cotas de Reserva Ambiental (CRA), e apresentará outra dimensão essencial da implementação da lei: os instrumentos econômicos. Maurício de Moura Costa, diretor e cofundador, abordará o Código Florestal como base para atrair investimentos verdes, criar mercados ambientais e transformar conservação em valor econômico. Roberta del Giudice, diretora de Florestas e Políticas Públicas, destaca elementos centrais para a integridade desses mecanismos, como confiabilidade, governança e uso de dados qualificados, uma análise diretamente ligada ao debate nacional sobre transparência, escala e credibilidade dos mercados ambientais.

“O Código Florestal fornece o ferramental mais avançado do mundo para conciliar produção e conservação. Transformar essa lei em prática é o passo que falta para o Brasil consolidar sua liderança climática e apresentar um exemplo concreto de finanças ambientais com integridade e escala”, defende Maurício de Moura Costa, diretor e cofundador da BVRio.

De acordo com estimativas do PlanaFlor, a plena implementação do Código Florestal pode:

  • gerar 2,5 milhões de empregos
  • consolidar 32 milhões de hectares de agricultura de baixo carbono
  • proteger 80 milhões de hectares de vegetação nativa
  • restaurar 12 milhões de hectares de áreas degradadas
  • e incrementar US$ 1,5 bilhão anuais no PIB brasileiro

Programação e autoridades participantes

O evento contará com representantes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Secretaria de Estado do Ambiente (Seas), do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério da Gestão e Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e de diversas instituições da sociedade civil. A programação inclui painéis sobre CAR, interoperabilidade de dados, restauração ecológica, regularização ambiental e mercado de CRAs, culminando no lançamento das primeiras CRAs do Brasil.

1º de dezembro (segunda-feira)
10h – 11h | Abertura oficial (SEAS, INEA, MGI, MMA/SBio e SFB, BVRio)
11h – 11h30 | Atualização das bases de referência do RJ – INEA
11h30 – 12h30 | Evolução do CAR no estado – INEA + debate
13h30 – 15h30 | Painel 1 – Inovações e ferramentas do CAR (MGI, CNA, UFF, FAERJ)
15h30 – 17h30 | Painel 2 – Interoperabilidade do CAR (MGI, São João da Barra, SEAS)

2 de dezembro (terça-feira)
9h – 11h | Painel 3 – Restauração ecológica no RJ + Lançamento da nova Vitrine da Restauração (SOBRE, MMA, Funbio/BNDES, SOS Mata Atlântica; moderação BVRio)
11h – 13h | Painel 4 – Inovações para a Regularização Ambiental (SFB, Embrapa, ICMBio)
14h – 17h | Painel 5 – Cota de Reserva Ambiental – avanços e oportunidades (SFB, INEA, BVRio, APN)
16h30 – 17h | Lançamento das primeiras CRAs do Brasil
17h30 – 19h | Encerramento e coquetel

Acesse a programação completa no nosso site.


Convite à imprensa

Jornalistas estão convidados a acompanhar o evento e conversar com especialistas da BVRio e de instituições parceiras sobre assuntos centrais para a agenda ambiental e econômica do país, incluindo:

  • Transição ecológica e mercados ambientais: como instrumentos econômicos podem destravar investimentos verdes com integridade.

  • Oportunidades econômicas associadas ao Código Florestal: como transformar a lei em uma infraestrutura climática e financeira para o Brasil.

  • Restauração em larga escala e a nova Vitrine da Restauração: solução para o principal gargalo da restauração: falta de dados confiáveis e coordenação territorial.

  • Regularização ambiental (CAR/PRA): desafios de implementação, impactos para produtores e para políticas estaduais.

Venha participar deste encontro e fortalecer, junto com diversos atores do setor, a regularização ambiental e a restauração ecológica no Estado do Rio de Janeiro.

📍 Museu do Amanhã – Praça Mauá, Rio de Janeiro
📅 01 e 02 de dezembro


 🔗 Inscrições encerram-se às 8h30 desta segunda-feira, 1/12 , registre-se já!
 

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