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Nota da Presidência do Conselho Federal de Economia (Cofecon)


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  • mell280

04/01/2026 09h08

Nota da Presidência do Conselho Federal de Economia (Cofecon)

Ana Borges


A Presidência do Conselho Federal de Economia (Cofecon) manifesta sua mais firme e veemente condenação aos ataques militares realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela, bem como à captura forçada do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, anunciada pelo governo norte-americano em 3 de janeiro de 2026.
 
 
Entendemos que nenhuma ação militar pode ser legitimada em detrimento do princípio fundamental da soberania dos povos e dos Estados, consagrado no direito internacional e na Carta das Nações Unidas. A agressão à Venezuela configura grave violação de sua integridade territorial e de seu direito à autodeterminação. 
 
 
Observamos, com profunda preocupação, que esse ataque representa uma afronta direta à América Latina e ao Caribe, regiões historicamente marcadas por intervenções externas que resultaram na desestabilização de instituições democráticas e em severos custos sociais e econômicos para suas populações. Uma ação bélica dessa natureza contraria os princípios da cooperação internacional, da paz e da solução pacífica de controvérsias, que devem orientar a convivência entre as nações. Tal operação tende a agravar a desestruturação social do país e aprofundar crises econômicas já existentes.
Reafirmamos que a soberania nacional constitui pilar inegociável da coexistência pacífica entre os Estados, e que quaisquer impasses políticos internos devem ser enfrentados por meio do respeito às instituições e aos mecanismos democráticos legítimos, bem como pela atuação de organismos internacionais competentes, em especial a Organização das Nações Unidas (ONU), na mediação e solução de conflitos.
Por fim, a Presidência do Cofecon conclama a comunidade internacional a repudiar atos de agressão e a atuar de forma firme na construção de caminhos que promovam a paz, a estabilidade e a cooperação entre os povos, rejeitando o uso da força militar e da coerção como instrumentos de política externa.
Econ. Tania Cristina Teixeira 
Presidenta do Conselho Federal de Economia – Cofecon


 





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