19/01/2026 13h36
Valentino Garavani, estilista italiano, morre aos 93 anos
Fundador da grife Valentino foi o último dos grandes costureiros do século XX. Ele morreu nesta segunda, em sua residência em Roma.
g1
O estilista Valentino Garavani, fundador da grife Valentino, morreu nesta segunda (19) aos 93 anos, em Roma. A morte foi anunciada em um comunicado da Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giametti.
Valentino Garavani consolidou-se como um dos nomes definitivos da alta-costura do século 20, sendo o responsável por cristalizar uma imagem de glamour romântico, feminino e luxuoso na moda global. A importância de seu trabalho é destacada por publicações como "Harper’s Bazaar" e "W Magazine", que creditam ao estilista a moldagem da percepção moderna de elegância italiana.
Sua assinatura tornou-se indissociável de tapetes vermelhos e casamentos da alta sociedade, definindo um padrão estético que perdura há décadas.
Nascido em Voghera, na Itália, em 1932, Valentino decidiu precocemente seguir a carreira de estilista, uma vocação despertada pelo impacto visual dos figurinos espetaculares dos filmes de Hollywood. Sua base técnica, no entanto, foi construída na França.
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Ao retornar a Roma em 1959, Valentino abriu seu estúdio na Via Condotti e, pouco depois, conheceu Giancarlo Giammetti, que se tornaria seu parceiro de negócios e de vida. Juntos, estruturaram a maison cuja estreia oficial, ocorrida em 1962 no Palazzo Pitti, em Florença, fez a marca ser reconhecida imediatamente como sinônimo de luxo italiano, atraindo encomendas internacionais.
Ele se formou na École des Beaux-Arts e na Chambre Syndicale de la Couture, em Paris, e o período como aprendiz nas casas de Jean Dessès e Guy Laroche foi fundamental para o desenvolvimento da precisão técnica que marcaria sua costura.
Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti — Foto: Site oficial Fondazione Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti
Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti — Foto: Site oficial Fondazione Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti
A estética de Valentino é descrita pela imprensa especializada como ultra-feminina e teatral na medida exata, com códigos que incluem linhas limpas, uso de chiffon, laços, flores e o contraste entre preto e branco.
O elemento central, contudo, é o "Valentino red" ("vermelho Valentino"). Para a crítica de moda, o tom não é apenas uma cor, mas um símbolo de glamour noturno e a representação de uma mulher idealizada que é, ao mesmo tempo, poderosa e delicada.
"Eu sei o que as mulheres querem: elas querem ser bonitas", diz no documentário "Valentino: The Last Emperor".
Valentino posa na abertura de exposição sobre ele no museu Ara Pacis, em Roma — Foto: Alessandro Bianchi/File Photo/Reuters
Essa visão transformou Valentino no estilista de confiança de figuras influentes, consolidando sua imagem junto ao jet set internacional. Sua lista de clientes incluiu nomes como Jackie Kennedy Onassis, Elizabeth Taylor, Sophia Loren e diversas princesas europeias.
O estilo de vida do estilista, cercado por festas, palácios e iates, ajudou a mitificar a própria ideia de "couturier", expandindo a maison para o prêt-à-porter e acessórios sem perder a narrativa de luxo.
Mesmo após sua aposentadoria, a herança estética da casa foi assumida por diretores criativos como Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli, que conseguiram adaptar o legado do fundador para um público contemporâneo.
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