- mell280
21/01/2026 07h04
Busca por proteção leva ouro a recorde histórico e dólar opera em leve baixa a espera do discurso de Trump em Davos
Boletim sobre o câmbio — Mauriciano Cavalcante – Economista da Ourominas
O dólar abriu o dia cotado a R$ 5,36, em leve baixa, em relação ao fechamento anterior. O movimento reflete um mercado em clima de cautela, diante das tensões comerciais entre Estados Unidos e Europa e da expectativa por discursos de líderes globais no Fórum Econômico Mundial, em Davos.
A moeda americana oscila, com investidores buscando proteção em ativos de menor risco. O fluxo cambial mostra direção moderada de saída, em linha com a aversão ao risco que domina os mercados internacionais. O Banco Central brasileiro realiza hoje leilão de rolagem de contratos de swap cambial, o que pode influenciar a liquidez e suavizar pressões sobre o câmbio.
Na agenda doméstica, o destaque é a divulgação do IGP-M do segundo decêndio de janeiro pela FGV, indicador importante para contratos de aluguel e tarifas. No exterior, os olhos se voltam para Davos, onde o presidente dos EUA, Donald Trump, e a presidente do BCE, Christine Lagarde, participam de painéis. Além disso, investidores acompanham o julgamento da diretora do Federal Reserve, Lisa Cook, na Suprema Corte americana, após tentativa de demissão por Trump.
O cenário internacional segue marcado por tensões geopolíticas e comerciais. As ameaças de tarifas adicionais dos EUA contra países europeus aumentam a percepção de risco e fortalecem o dólar globalmente. Ao mesmo tempo, há expectativa sobre os próximos passos da política monetária americana: falas recentes de membros do Fed indicam cautela quanto ao ritmo de cortes de juros, o que mantém o mercado.
No Brasil, fatores políticos também entram no radar, com o governo discutindo ajustes fiscais e negociações externas, como o acordo Mercosul-União Europeia. Esses elementos adicionam volatilidade ao câmbio, reforçando o tom de prudência dos investidores.
Boletim sobre o ouro — Mauriciano Cavalcante – Economista da Ourominas
O ouro abriu o dia em alta, cotado a US$ 4.865,00 por onça-troy no mercado internacional, com valorização superior a 3% em relação ao fechamento anterior. No Brasil, o preço do ouro 24 quilates está em torno de R$ 840,67 por grama, também em forte avanço. O movimento reflete a busca por proteção diante das tensões geopolíticas e da cautela em relação à política monetária dos Estados Unidos.
O mercado opera em clima de aversão ao risco, com investidores migrando para ativos considerados seguros. O fluxo aponta para maior demanda por ouro físico e contratos futuros, em linha com a percepção de instabilidade global. A alta é sustentada por incertezas políticas e pela pressão sobre o Federal Reserve, alvo de críticas do presidente Donald Trump, que insiste em cortes mais agressivos de juros. A resistência do Fed em acelerar esse movimento mantém o ouro como alternativa defensiva.
Na agenda do dia, os destaques são os discursos de Trump e da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, no Fórum Econômico Mundial em Davos, além da divulgação do IGP-M pela FGV no Brasil. No exterior, investidores acompanham dados de atividade econômica nos EUA e debates sobre política monetária, que podem influenciar expectativas sobre os juros e, consequentemente, o comportamento do ouro.
O cenário internacional segue marcado por tensões comerciais e geopolíticas. A aversão ao risco é ampliada por incertezas sobre a condução da política monetária americana e pela pressão política sobre o Fed. Ao mesmo tempo, a manutenção das taxas de juros pela China reforça a busca por metais preciosos como reserva de valor.
O ouro inicia o dia em forte valorização, impulsionado pela demanda por proteção em meio a um ambiente global instável. A commodity se consolida como porto seguro diante das incertezas políticas e econômicas, com os investidores atentos à agenda internacional e às sinalizações sobre juros nos EUA e Europa.
Sobre Mauriciano Cavalcante
Mauriciano Cavalcante é economista da Ourominas, uma das maiores empresas de compra e venda de ouro no Brasil. Bacharel em Negócios Internacionais e Comércio Exterior, o especialista comenta sobre a cotação do ouro e câmbio de moedas. Mauriciano também aborda sobre tendências do mercado nacional e internacional e sua correlação com o mercado cambial.
Sobre a Ourominas
A Ourominas (OM) possui anos de história e atuação. Ao longo desse período construiu uma sólida reputação, se consolidando como uma bem-sucedida instituição do mercado e referência no Brasil em serviços financeiros.
Atualmente a OM possui um portfólio diversificado de soluções financeiras no mercado de ouro ativo financeiro para exportação, investimento e consumo industrial, da qual é certificada na Americas Gold Manufacturers Association (AMAGOLD). E no mercado de câmbio de moedas estrangeiras para turismo e negócios internacionais, integra a Associação Brasileira de Câmbio (ABRACAM).
Em 2021, a OM foi a primeira Instituição Financeira da América Latina a possuir as certificações ISO 9001, 14001 e 45001, e em 2022, a OM foi a primeira Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) da América Latina a possuir a certificação Great Place to Work (GPTW).
Com uma estrutura completa de consultores especializados, oferece atendimento dedicado a diversos perfis de empresa ou pessoa física, moldando os produtos às necessidades dos clientes com qualidade, agilidade e baixos custos operacionais.
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