Novas exigências do INSS elevam idade e pontuação; organização prévia reduz riscos e atrasos no pedido
O planejamento da aposentadoria ganha novo peso em 2026, com ajustes previstos nas regras de transição do INSS. As mudanças seguem o calendário progressivo definido após a Reforma da Previdência e impactam diretamente quem está próximo de cumprir os requisitos para deixar o mercado de trabalho.
Nesse cenário, a aposentadoria em 2026 passa a exigir atenção redobrada aos números de idade e pontuação. Antecipar o levantamento de informações, conferir registros contributivos e simular cenários torna-se fundamental para a organização, evitando surpresas diante das novas exigências.
O que muda nas regras de transição do INSS em 2026?
As regras de transição foram criadas para suavizar a passagem entre o modelo antigo e o atual sistema previdenciário. Em 2026, parte dessas regras sofre novo reajuste automático, principalmente nas modalidades que combinam idade e tempo de contribuição.
A principal mudança está na elevação da idade mínima progressiva, que avança seis meses em relação ao ano anterior. A pontuação exigida na regra de pontos também sobe, mantendo a lógica de progressividade anual.
É importante destacar que nem todas as regras sofrem alteração. Os pedágios de 50% e de 100% permanecem com os mesmos parâmetros definidos anteriormente, o que reforça a necessidade de identificar corretamente qual regra se aplica a cada histórico contributivo.
Regra de pontos e idade mínima progressiva: os novos números
Em 2026, os dois principais mecanismos de transição apresentam novos patamares oficiais.
Para facilitar a visualização das mudanças, a comparação entre 2025 e 2026 evidencia o avanço gradual das exigências.
Idade mínima progressiva
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Ano
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Mulheres
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Homens
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2025
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59 anos
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64 anos
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2026
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59 anos e 6 meses
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64 anos e 6 meses
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Regra de pontos
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Ano
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Mulheres
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Homens
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2025
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92 pontos
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102 pontos
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2026
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93 pontos
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103 pontos
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Esses ajustes reforçam que a aposentadoria em 2026 depende de cálculos atualizados e da correta leitura das regras vigentes no momento do pedido.
Passo a passo para organizar a documentação
A organização prévia da documentação previdenciária é uma das etapas mais relevantes do planejamento previdenciário. O primeiro passo consiste na conferência do CNIS, cadastro que reúne todos os vínculos empregatícios e contribuições registradas no INSS.
Após essa verificação, recomenda-se reunir documentos que comprovem períodos eventualmente ausentes ou inconsistentes no sistema. Entre os principais, estão:
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carteira de trabalho, com registros de contratos antigos ou recentes;
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carnês de contribuição, especialmente para contribuintes individuais e facultativos;
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PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário), fundamental para quem exerceu atividades com exposição a agentes nocivos;
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contratos, holerites e rescisões que ajudem a comprovar vínculos.
Com os dados organizados, o uso de ferramentas digitais torna-se um aliado relevante. O Meu INSS disponibiliza simuladores oficiais, e plataformas especializadas também auxiliam no cálculo.
Para evitar erros no pedido, o ideal é que o segurado utilize uma calculadora de aposentadoria confiável para simular diferentes cenários de transição e descobrir qual regra oferece o melhor valor de benefício.
Esse tipo de simulação não substitui a análise de um especialista ou do próprio INSS, mas contribui para decisões mais informadas e alinhadas às regras atualizadas.