PUBLICIDADE

Brasil e China iniciam intercâmbio tecnológico na criação de asininos


PUBLICIDADE
  • mell280

28/01/2026 05h51

Brasil e China iniciam intercâmbio tecnológico na criação de asininos

Larissa Vieira Assessoria de Imprensa



Avanços das pesquisas brasileiras foram apresentados para estudantes da mais antiga instituição de ensino agrícola da China
 


Grandes parceiros comerciais no mercado pecuário mundial, Brasil e China acabam de dar um passo importante para consolidar uma cooperação técnica para abrir novas frentes de colaboração em ensino, pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologias voltadas para a produção de leite de jumentas e outros produtos. O projeto envolve a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE) e o Departamento de Zootecnia e Tecnologia da Universidade de Agricultura da China.

Entre os dias 9 e 17 de janeiro, os professores Gustavo Ferrer Carneiro (UFRPE) e Jorge Lucena (UFAPE) visitaram o país asiático para ministrar palestras e visitar fazendas e centros de pesquisas. A convite do Departamento de Zootecnia e Tecnologia da Universidade de Agricultura da China, eles apresentaram aos alunos chineses os resultados que vêm alcançados com as pesquisas na área de reprodução equídea e manejo produtivo de leite em jumentas. O convite para a visita partiu do professor Dr. Sheming Zang, titular da Universidade de Agricultura da China, fundada em 1905.

Os professores ainda tiveram a oportunidade de visitar duas fazendas dedicadas à cria, recria e engorda de asininos, além do Instituto Nacional de Inovação e Pesquisa da Cadeia Industrial dos Asininos e do Centro Nacional de Criação de Jumentos. Essas instituições são reconhecidas por incorporarem as mais avançadas tecnologias do mundo voltadas para a produção, pesquisa e desenvolvimento da asininocultura.

Segundo Lucena, que vem liderando estudos de identificação e viabilidade da produção leiteira de fêmeas asininas na UFAPE desde 2018, além de promover importante intercâmbio científico, a visita evidenciou o enorme potencial comercial que o leite asinino pode representar para o Brasil. “Na China, a cadeia produtiva do leite é pilar fundamental para a sustentação da cadeia de carne, uma vez que fornece machos e fêmeas de descarte para o abate, assim como acontece com os bovinos no Brasil. As fazendas contam com avançadas tecnologias de ordenha. É um sistema de produção que contribui decisivamente para a sustentabilidade populacional da espécie”, destaca o professor da UFAPE.

Já o professor Gustavo Ferrer Carneiro destacou que o fortalecimento das relações entre instituições brasileiras e chinesas são fundamentais para a introdução de tecnologias avançadas e práticas inovadoras. “Esse intercâmbio é crucial para aumentar a produtividade e a eficiência, permitindo que se superem os desafios reprodutivos e avancem na criação de uma nova cadeia produtiva sustentável da asininocultura no Brasil. Essa iniciativa não apenas promoverá o desenvolvimento econômico, mas também contribuirá para a conservação dos recursos e a melhoria da qualidade de vida das comunidades envolvidas”, acrescenta Carneiro.

Além da troca de experiências sobre tecnologias avançadas de reprodução, incluindo técnicas de congelamento de sêmen e produção de embriões por meio da técnica de ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), os professores brasileiros e chineses puderam compartilhados conhecimentos sobre diversas práticas de ordenha, com produções variando de 50 a 500 litros por dia. “Essa interação proporcionou uma valiosa oportunidade de aprendizado e aprimoramento para todos os envolvidos. Pudemos analisar que o nosso método de produção na Caatinga sobressai em muito na sua viabilidade financeira quando comparado com o sistema de produção chinês”, comenta o professor da UFRPE.

Em breve, o professor chinês Sheming Zang, que, junto com o professor Gustavo Carneiro, integra o Conselho Diretor da Sociedade Internacional de Reprodução Equídea (ISER), visitará o Brasil. Ele ministrará palestras nas Universidades de Pernambuco para compartilhar com a comunidade acadêmica sua vasta experiência em reprodução e biotecnologias avançadas. A visita também tem como objetivo fortalecer as colaborações entre as instituições dos dois países.

Avanços no Brasil– 
As universidades brasileiras contam com diversos trabalhos de pesquisa em reprodução e produção de leite no Brasil em andamento. Em breve, resultados práticos em biotecnologias avançadas estarão disponíveis para a sociedade, promovendo uma rápida multiplicação na produção. Além disso, a publicação dos estudos em andamento sobre o melhor método de pasteurização do leite asinino, que minimiza a alteração de suas características farmacológicas, será outro grande avanço.

Os professores destacam que as visitas serviram para afirmar o potencial de possibilidades que a pesquisa brasileira pode alcançar no intuito de difundir métodos e meios eficientes de produção de asininos tanto para produção de leite como de carne. “Acreditamos que o Brasil está diante de uma oportunidade significativa para o crescimento da asininocultura, fundamentada em tecnologias comprovadas”, conclui Jorge Lucena.
 

#Esportes

#Natureza

#Mundo
#Brasil
#Gente
#Entretenimento

#Legislativo 

#Cidades

 

 
--

--

 





PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
  • academia374
  • Nelson Dias12
PUBLICIDADE