25/02/2026 05h44
Safra de soja em MS avança e Maracaju supera média estadual na colheita
Hosana de Lourdes
A safra de soja 2025/2026 em Mato Grosso do Sul já alcança 27,7% da área colhida, conforme balanço divulgado nesta semana pela Aprosoja MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul). Os números mostram avanço significativo dos trabalhos no campo, com destaque para o município de Maracaju, maior produtor de grãos do Estado, que já contabiliza cerca de 30,5% da área colhida — índice acima da média estadual.
De acordo com o levantamento, a região sul lidera o ritmo da colheita, com 33,5% da área já colhida. A região Centro, onde está localizado Maracaju, soma 21,3%, enquanto a região Norte registra 15%. Até o momento, aproximadamente 1,328 milhão de hectares foram colhidos em todo o Estado — percentual 11,1 pontos abaixo do registrado no mesmo período da safra 2024/2025.
O plantio da soja foi concluído em um intervalo 13 semanas antes da média dos últimos cinco anos. As chuvas favoreceram a semeadura no centro-sul do Estado, enquanto a escassez hídrica provocou atraso na região Norte.
Clima impactou mais de 640 mil hectares
Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, a estiagem e o calor intenso prejudicaram o desenvolvimento de parte das lavouras, especialmente em municípios como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambaí. Segundo a Aprosoja MS, mais de 640 mil hectares foram impactados pelas condições climáticas adversas.
Área e produção
A área cultivada com soja deve atingir 4,794 milhões de hectares — a segunda maior já registrada no Estado, ficando 5,9% abaixo do maior ciclo anterior.
A produtividade média estimada é de 52,82 sacas por hectare, com expectativa de produção total de 15,195 milhões de toneladas em Mato Grosso do Sul.
Situação das lavouras por região
O levantamento aponta os seguintes percentuais de lavouras classificadas como em bom estado:
Região Norte: 86,9%
Região Nordeste: 69,5%
Região Oeste: 62,5%
Região Centro: 65,8%
Região Sudoeste: 65,2%
Sul da Fronteira: 56,9%
Região Sul: 41,2%
Região Sudeste: 59,1%
Os técnicos da Aprosoja classificam as áreas como boas, regulares ou ruins, considerando fatores como infestação de pragas, estande de plantas e danos provocados pelo clima.
Entre as principais pragas identificadas nesta safra estão o capim-pé-de-galinha, a buva, o percevejo-marrom, a lagarta falsa-medideira e a mosca-branca.
Em Maracaju, onde a colheita já supera 30% da área, produtores acompanham o avanço dos trabalhos com atenção redobrada às condições climáticas e ao manejo fitossanitário, mantendo o município como referência estadual e nacional na produção de grãos.
Além do avanço da colheita da soja, os técnicos avaliam as lavouras como boas, regulares ou ruins conforme a incidência de pragas, estande de plantas e impactos climáticos. Entre os principais desafios enfrentados pelos produtores estão capim-pé-de-galinha, buva, percevejo-marrom, lagarta falsa-medideira e mosca-branca. Doenças como ferrugem asiática, mancha-alvo, antracnose e míldio também exigem atenção no campo.
Paralelamente, o plantio da segunda safra de milho já atinge 30,5% da área prevista no Estado, com expectativa de cultivo em 2,206 milhões de hectares e produção estimada em 11,139 milhões de toneladas. A previsão climática para os próximos meses indica chuvas irregulares e temperaturas acima da média, cenário que mantém produtores em alerta quanto ao risco de veranicos e possíveis impactos na produtividade.
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