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Mulher no agro: engenheira agrônoma Cláudia Nogueira destaca trajetória, desafios e o papel transformador do Sindicato Rural de Maracaju


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12/03/2026 11h35 - Atualizado em 12/03/2026 14h53

Mulher no agro: engenheira agrônoma Cláudia Nogueira destaca trajetória, desafios e o papel transformador do Sindicato Rural de Maracaju

Hosana de Lourdes


engenheira agrônoma Cláudia Nogueira destaca trajetória, desafios e o papel transformador do Sindicato Rural de Maracaju

No mês dedicado às mulheres, o agronegócio também ganha destaque com histórias de liderança, trabalho e transformação no PORTAL TUDODOMS. Em Maracaju, município reconhecido nacionalmente pela força da produção agrícola, a presença feminina tem conquistado cada vez mais espaço dentro das propriedades rurais, nas áreas técnicas e também nas entidades representativas do setor.

 
 
 
Dentro desse cenário, a entrevistada da semana é a engenheira agrônoma Cláudia Nogueira, profissional com quase duas décadas de atuação no Sindicato Rural de Maracaju. Com uma trajetória marcada por dedicação, desafios superados e compromisso com o desenvolvimento do agro, ela fala sobre sua carreira, a evolução da presença feminina no setor, as ações do sindicato e o impacto social da Expomara.
 
 
 
 
 
Trajetória profissional
 
 
 
 
 
Cláudia conta que sua história no agronegócio começou cedo. “Minha trajetória profissional iniciou cedo quando me formei em agronomia lá em 1998 na primeira turma de agronomia da Uniderp com 21 anos. Iniciei minha vida profissional em Maracaju na Fert Flora na área comercial, em seguida por anos atuei na área de licenciamento ambiental trabalhando aqui no MS e MT. Em 2006 retornei para Maracaju e foi aí que entrei no sindicato rural. Em dezembro de 2025 completei 18 anos de casa.”
 
 
 
Sobre os desafios da carreira, ela explica que foram semelhantes aos de muitas mulheres que precisam conciliar diferentes papéis ao longo da vida. “Com relação aos desafios acredito que são os mesmos de qualquer profissão. Me formei, casei e me tornei mãe muito cedo e isto nunca foi impecilho para desenvolver meu trabalho. No início a insegurança, a incerteza fez parte do processo também, mas uma das coisas que vejo como fundamental na construção da profissional que me tornei foi a humildade. Fui construindo aos poucos e conquistando espaços.”
 
 
 
Ela também destaca a importância da família em suas escolhas. “Olhando pra trás acredito que precisei fazer escolhas pois já não era sozinha, tinha minha família que para mim sempre foi prioridade, mas nunca enfrentei dificuldade por ser mulher. Graças a Deus consegui conciliar todas as funções de mãe, esposa e profissional. E se voltasse no tempo faria tudo de novo do mesmo jeito.”
 
 
 
 
 
Mulher no agro
 
 
 
 
 
Ao falar sobre a participação feminina no agronegócio, Cláudia destaca que as mulheres sempre estiveram presentes no campo, mas que hoje conquistaram mais reconhecimento e protagonismo.  “Sim, a presença masculina sempre foi predominante, mas as mulheres sempre fizeram parte do processo, talvez antes não tivessem o reconhecimento que hoje em dia nós temos.” 
 
 
 
Segundo ela, a atuação feminina hoje é ampla e estratégica dentro do setor. “Hoje podemos dizer que as mulheres atuam não só na produção, mas também na gestão das propriedades, na sucessão familiar, em cargos técnicos e têm participação efetiva nas entidades de representação.”
 
 
 
Para Cláudia, a mulher deixou de ocupar papel secundário. “Acredito que a mulher deixou de ser coadjuvante e vem se consolidando como protagonista em vários setores, não só do agro.”
 
 
 
 
 
Atuação no Sindicato Rural
 
 
 
 
 
Atualmente, Cláudia atua como gerente do Sindicato Rural de Maracaju, acumulando diversas funções dentro da entidade. “Hoje estou como gerente do Sindicato Rural de Maracaju, coordenadora da rede Etec onde oferecemos cursos técnicos de agricultura, agronegócio e segurança do trabalho de forma gratuita, mobilizadora dos cursos do Senar tanto de formação profissional rural como de promoção social, além de toda representatividade do produtor rural.”
 
 
 
Ela explica que o trabalho da entidade vai muito além da defesa de interesses da classe produtora. “São várias frentes de trabalho e me sinto muito honrada por prestar serviço a esta classe tão importante da nossa sociedade. O Sindicato Rural de Maracaju vai muito além de uma entidade de classe. Considero como ferramenta de transformação de uma sociedade através de educação e formação de mão de obra.”
 
 
 
Outro destaque citado por ela é o projeto de equoterapia. “E não podemos esquecer da equoterapia, que é um projeto social onde atendemos pessoas com necessidades especiais, neurodivergentes. Um projeto que já tem 8 anos de execução e muitas conquistas.”
 
 
 
 
 
Expomara: agro, comunidade e solidariedade
 
 
 
 
 
Quando o assunto é a Expomara, Cláudia ressalta que o evento vai muito além de uma feira agropecuária. “Com relação à Expomara eu a considero como uma festa da comunidade de Maracaju. O formato da exposição com portões abertos faz com que ela se torne uma exposição muito acessível e inclusiva. Já fazem mais de 8 anos que não temos cobrança de bilheteria, dando livre acesso e isso faz com que todos possam participar de toda e qualquer atividade proposta na programação.”
Claúdia Nogueira com presidente do Sin dicato Rural Marco Antônio que já está com Expomara prontinha  (Assessoria)
 
 
Segundo ela, o evento reúne negócios, conhecimento e solidariedade. “A Expomara não é apenas uma vitrine do agronegócio e muito menos uma feira só de shows. Ela é um movimento de propósito.”  Ela destaca também as atividades educativas realizadas durante o evento.  “Há mais de 20 anos que dentro da programação temos atividades de cunho educacional onde recebemos os alunos da rede de ensino no ‘Vivenciando na Prática’, onde em cada estação eles recebem informações com muita intencionalidade.”
 
 
 
Nos últimos anos, a exposição também ampliou seu impacto social.  “Nos últimos 6 anos transformamos resultados em solidariedade, convertendo parte da nossa arrecadação em apoio concreto a instituições que cuidam de vidas. Isso mostra que o agro é força, mas também coração.”
 
 
 
Entre as entidades beneficiadas estão AMAR, AMAPEC, Hospital do Amor de Barretos, Hospital Soriano Corrêa da Silva, Equoterapia Passo a Passo e Força do Amor. “Não promovemos apenas negócios, promovemos relacionamento, educação e transformação social.”
 
 
 
 
 
Mensagem às mulheres
 
 
 
 
 
Para finalizar, Cláudia deixa uma mensagem especial a todas as mulheres, dentro ou fora do agronegócio.  “Se eu pudesse falar com cada uma, eu diria: confiem na sua própria força. Muitas vezes nós duvidamos da nossa capacidade, mas a mulher carrega uma potência extraordinária — ela lidera, cuida, decide e transforma realidades todos os dias.”
 
 
 
Ela também reforça que cada mulher possui seu espaço.
 
 
 
“Que cada uma tem seu espaço e que não precisa disputar espaço com ninguém. Somos capazes de conduzir famílias, negócios e sonhos com coragem, sensibilidade e determinação.” Encerrando a entrevista, a agrônoma compartilha um versículo bíblico que considera inspirador.  “Provérbios 31:25 — ‘Força e dignidade são os seus vestidos, e quanto ao dia de amanhã não tem preocupações.’”
 
 
 
E conclui:
 
 
 
“Eu acredito que a mulher que ocupa seu espaço no profissionalismo não está ali por acaso. Ela carrega força, dignidade e propósito. Ela não apenas participa, ela transforma. Mesmo com medo ela enfrenta e não teme o futuro porque sabe em quem confia. E quando uma mulher entende seu valor, ela não só constrói caminhos, ela abre portas para as próximas gerações.”
 

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