03/04/2026 06h34
Maior cooperativa de energia do Brasil aponta concessionárias do PR e SC como exemplo de evolução para o setor
Ana Cunha Comunicação
A COGECOM, primeira cooperativa de energia elétrica brasileira fundada em 2017, aponta das concessionárias COPEL do Paraná e CELESC de Santa Catarina como exemplos de empresas do setor alinhadas com a evolução do mercado cooperativista de energia, segundo o seu gerente comercial Jean Rafael Fontes. Para ele “essas concessionárias acompanham e contribuem de forma efetiva com os processos que garantem o bom desempenho e o crescimento de todo o mercado de geração distribuída de energia”.
Fontes comenta também que “é fundamental que as cooperativas e o mercado de GD tenham o apoio das concessionárias”. No caso da COGECOM, a cooperativa acaba de atingir uma marca recorde no mercado: com 432 MW em contratos ela se torna a maior marca de geração distribuída do país. A cooperativa é responsável hoje por um consumo de 70 GW hora mês, consolidou em 2025 um crescimento de 40% e já tem como certo crescer perto de 20% neste primeiro semestre de 2026.
A receita para esse desempenho de acordo com Jean Rafael é simples. “Estamos há seis anos consecutivos de crescimento com um trabalho reto e consciente. A COGECOM opera no mercado a partir do excedente de energia produzido pelas suas usinas parceiras e compartilha esses créditos de produção com os cooperados. Um modelo puramente cooperado que vem gerando uma economia em suas faturas e isso tem alcançado resultados muito positivos”. Em 2025 o crescimento foi de 40%.
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Para o executivo “apesar dos avanços observados em concessionárias como COPEL e CELESC, o setor de geração distribuída no Brasil ainda enfrenta desafios estruturais relevantes que impactam sua eficiência e escalabilidade. Entre os principais pontos historicamente observados no mercado estão:
- Prazos operacionais elevados para processamento e compensação de créditos de energia, decorrentes de limitações sistêmicas e operacionais em parte das distribuidoras, o que pode gerar defasagens temporais entre a geração e a efetiva compensação nas unidades consumidoras, impactando diretamente a eficiência da operação;
- Assimetrias no nível de digitalização e integração tecnológica entre concessionárias, com diferentes graus de maturidade em seus sistemas, impactando a previsibilidade e a fluidez dos processos operacionais;
- Interpretações operacionais divergentes de normativas regulatórias, especialmente no que tange à aplicação prática das regras estabelecidas pela ANEEL, o que exige constante alinhamento técnico entre os agentes do setor;
- Capacidade operacional dimensionada para um cenário anterior à expansão acelerada da geração distribuída, fenômeno que cresceu exponencialmente nos últimos anos e exige adaptação contínua da infraestrutura e dos processos das concessionárias;
- Necessidade de modernização e automatização dos fluxos de dados e comunicação entre geradores, cooperativas e distribuidoras, fator crítico para garantir maior previsibilidade, transparência e eficiência operacional.
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Rafael encerra comentando que “a geração distribuída ainda carece do desenvolvimento das concessionárias para que possamos alcançar uma escalabilidade mais saudável. Dependemos bastante das concessionárias para operar de maneira eficiente. À medida que crescemos, percebemos que o crescimento das concessionárias não acompanha o nosso, seja em termos tecnológicos, de processos ou de informatização. Isso acaba gerando dificuldades no dia a dia” diz ele.
A COGECOM está presente em 8 estados do país.
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