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Malária segue como desafio no Brasil e exige diagnóstico rápido, alerta especialista do HDT-UFNT


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24/04/2026 09h00

Malária segue como desafio no Brasil e exige diagnóstico rápido, alerta especialista do HDT-UFNT

ascom


 Doença permanece concentrada na região aO Brasil tem registrado avanços no enfrentamento da malária, mas a doença ainda representa um importante desafio para a saúde pública, especialmente na região amazônica. No Dia Mundial da Luta contra a Malária (25 de abril), o alerta do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), administrado pela Rede HU Brasil, é para intensificar esforços em prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, sobretudo junto às populações mais vulneráveis.

 
Dados do Ministério da Saúde mostram uma tendência de queda da malária no Brasil, com uma redução de 16% dos casos no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025. Mais de 90% das ocorrências continuam concentradas na região amazônica, onde fatores ambientais, geográficos e sociais favorecem a transmissão.
 
Segundo o infectologista Tobias Garcez Junior, do HDT-UFNT, a redução dos casos deve ser analisada com cautela. “Mesmo quando há queda nos números, isso não significa necessariamente controle definitivo da doença. Muitas vezes, o avanço está relacionado ao aumento da testagem, ao diagnóstico mais rápido e ao acesso ao tratamento em populações mais vulneráveis. Essas ações ajudam a interromper a cadeia de transmissão”, explica.
 
Causa e sintomas
A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. No Brasil, a maioria das ocorrências é provocada pelo Plasmodium vivax, espécie que geralmente causa formas menos graves, mas que pode permanecer no fígado e provocar recaídas quando o tratamento não é realizado de forma correta e completa.
 
Os sintomas mais comuns incluem febre alta, calafrios, sudorese intensa, dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza e mal-estar geral. “O principal erro ainda é não pensar em malária, subestimar alguns sintomas como febre, calafrios, dor no corpo, que às vezes a gente associa a outras síndromes, como uma virose. Quando há histórico de viagem ou permanência em área de risco, a suspeita precisa ser considerada imediatamente”, alerta o médico.
 
Segundo o especialista, a doença também pode apresentar ciclos de febre, o que leva algumas pessoas a acreditarem que melhoraram, mas depois adoecem novamente. Quando não tratada rapidamente, especialmente nos casos por Plasmodium falciparum, a malária pode evoluir para complicações graves, como insuficiência respiratória, anemia intensa, distúrbios da coagulação, sangramentos, infecções associadas e insuficiência renal aguda.
 
Diagnóstico e tratamento disponíveis no SUS
O principal exame para diagnóstico da malária no Brasil é a gota espessa. Testes rápidos também podem ser utilizados em determinadas situações. No HDT-UFNT, o tratamento segue os protocolos do Ministério da Saúde e é ofertado gratuitamente pelo SUS. Casos leves costumam ser acompanhados ambulatorialmente, enquanto pacientes com sinais de gravidade podem necessitar de internação hospitalar.
 
“A malária tem cura e o tratamento está disponível na rede pública. O fundamental é procurar assistência médica ao surgirem os sintomas e seguir corretamente a medicação prescrita. Interromper o tratamento antes do tempo indicado pode favorecer recaídas e dificultar o controle da doença”, reforça o infectologista.
 
Embora Tocantins registre poucas ocorrências autóctones da doença, o HDT-UFNT recebe pacientes encaminhados de diferentes estados da Amazônia Legal, como Pará, Rondônia e Roraima. “Como unidade de referência, o HDT precisa garantir diagnóstico oportuno, manejo adequado dos casos graves, apoio técnico a outros serviços de saúde e fortalecimento da vigilância epidemiológica”, afirma o médico.
 
Prevenção segue como principal estratégia
A prevenção continua sendo a forma mais eficaz de controle da malária. Entre as principais medidas estão o uso de mosquiteiros, telas de proteção, repelentes, roupas compridas em áreas de risco e eliminação de criadouros próximos às residências.
 
Viajantes que se deslocam para regiões endêmicas também devem redobrar os cuidados e buscar orientação de profissionais de saúde. “A malária é uma doença evitável e tratável, mas ainda causa impacto importante no país. Informação, prevenção e diagnóstico rápido continuam sendo as melhores ferramentas para salvar vidas”, conclui o especialista.
 
Sobre a HU Brasil
O Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFNT) faz parte da Rede HU Brasil desde 2015. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 




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