- mell280
05/05/2026 04h32
'Mata ela', gritou ex-namorado de jovem que teve as mãos decepadas pelo irmão dele em Quixeramobim
A tentativa de feminicídio aconteceu no dia 1º de maio. Dois homens foram presos.
Enquanto Evangelista Rocha dos Santos atacava com golpes de foice a ex-namorada do irmão dele, Ronivaldo Rocha dos Santos supostamente assistia à cena e incitava os ataques. Conforme a reportagem do Diário do Nordeste apurou, os gritos com expressões, como: "mata ela, mata ela", vinham de Ronivaldo, como quem ordenasse e autorizasse o irmão a assassinar a vítima Ana Clara de Oliveira, de 21 anos.
Na versão de Evangelista, foi Ronivaldo quem o chamou para ir com ele até a casa da ex-namorada 'tirar satisfação' depois de, supostamente, a jovem ter quebrado o retrovisor e amassado a porta do carro de um veículo da família deles, propositalmente.
Evangelista foi até a casa da vítima armado com uma foice, o que, para a Polícia, demonstra que ele reconheceu que naquele momento "já estava na maldade". A tentativa de feminicídio ocorrida em Quixeramobim no último dia 1º de maio gerou repercussão nacional devido aos requintes de crueldade.
As defesas dos suspeitos presos em flagrante não foram localizadas pela reportagem.
DISCUSSÃO E ATAQUE COM FOICE
Conforme consta em documentos, Evangelista pulou o muro da casa da vítima sobrevivente e passou a chamá-la "dizendo que queria conversar". Nesse momento, Ana Clara abriu a janela permitindo a aproximação do algoz.
Eles teriam começado a discutir e Ronivaldo gritado: "'mata ela, mata ela', o que teria influenciado diretamente sua decisão de iniciar a agressão".
Os primeiros golpes foram nos braços e nas mãos da mulher. Depois, outras regiões do corpo foram atacadas, enquanto a vizinhança ouvia os gritos. Os irmãos saíram do local em seguida.
Evangelista foi o primeiro a ser preso. O suspeito teria dito aos policiais que não tinha intenção de esquartejar a mulher e que a motivação do crime estaria relacionada ao fato de acreditar que a vítima vinha subtraindo valores da conta bancária do irmão, "bem como em razão de conflitos anteriores e ofensas à mãe deles".



