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PF investiga empresas de MS em esquema ilegal que vai de cigarro a agrotóxico


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09/06/2026 08h24

PF investiga empresas de MS em esquema ilegal que vai de cigarro a agrotóxico

Os alvos estão em Nova Andradina, Maracaju, Mundo Novo e Eldorado

Por Aline dos Santos


 Operação da PF (Polícia Federal) do Paraná combate organização criminosa, com tentáculos em Mato Grosso do Sul, que atua no contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e placas veiculares, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores públicos.

 
 
 
No Estado, os alvos estão em quatro municípios: Nova Andradina, Maracaju, Mundo Novo e Eldorado. A operação também investiga empresas em 12 unidades da federação, incluindo Mato Grosso do Sul.
 
As operações Sicarius I e Sicarius II são uma ação conjunta com a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal. A 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Guaíra (PR) expediu 44 mandados de prisão preventiva, 14 mandados de prisão temporária, 62 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de sequestro e bloqueio de contas bancárias, cinco ordens judiciais de cancelamento de CPFs (Cadastro de Pessoa Física) e sete ordens judiciais de cancelamento de CNPJs (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica).
 
Também foram expedidas 67 ordens judiciais para instauração de procedimentos administrativos fiscais contra empresas localizadas no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Alagoas e Pernambuco.
 
As investigações apontam que o grupo criminoso contava com uma estrutura altamente organizada, com divisão de funções e atuação em diversos Estados, utilizando empresas de fachada, "laranjas" e mecanismos de ocultação patrimonial para dissimular a origem ilícita dos recursos obtidos com as atividades criminosas.
 
PF investiga empresas de MS em esquema ilegal que vai de cigarro a agrotóxico
Viatura da PF em frente a local de cimrpimento de mandado. (Foto: Divulgação)
Os nomes das operações fazem referência a um dos codinomes utilizados pelo líder da organização criminosa transnacional investigado.
 
As medidas judiciais são cumpridas nos municípios de Guaíra (PR), Mandirituba (PR), Piraquara (PR), Fazenda Rio Grande (PR), Cascavel (PR), Ubiratã (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Cianorte (PR), Umuarama (PR), Praia Grande (SP), Canelinha (SC), Imaruí (SC), Não-Me-Toque (RS), Nova Andradina (MS), Maracaju (MS), Mundo Novo (MS), Eldorado (MS), Jandaia (GO) e Belém (PA).
 
 
 




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