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24/06/2026 10h21
Suspeita é que infecção por salmonela ou medicamentos causou morte de Grazielle
Outra possibilidade investigada é intoxicação por medicamentos
Por Ângela Kempfer e Bruna Marques
A ex-vereadora de Campo Grande e ex-deputada estadual de Mato Grosso do Sul, Grazielle Machado, pode ter morrido após contaminação por salmonela que evoluiu para uma infecção generalizada, atingindo a corrente sanguínea e o coração. Outra suspeita é intoxicação por medicamentos.
Ela passou mal no fim da noite de segunda-feira, quando se preparava para assistir ao jogo da França na Copa do Mundo. Segundo amigos ouvidos pelo Campo Grande News, o rosto começou a inchar, Grazielle sentiu falta de ar, teria tomado medicamentos, mas como não melhorou foi levada ao hospital.
No entanto, a informação não é oficial. A equipe médica não esclareceu o quadro que provocou a morte, se houve realmente a contaminação ou o problema é relacionado com automedicação.
A ex-deputada estava internada no Hospital da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul) desde a terça-feira (23). Segundo informações, o quadro se agravou rapidamente e ela precisou ser intubada, mas não respondeu ao tratamento e morreu em cerca de 24 horas.
A salmonela é uma bactéria que costuma ser transmitida principalmente por alimentos ou água contaminados. Na maioria dos casos, mais leves, provoca sintomas como diarreia, febre e dores abdominais.
O problema é quando a infecção não fica restrita ao intestino. Em situações mais graves, a bactéria pode entrar na corrente sanguínea, causar inflamação generalizada no organismo e levar à chamada sepse, condição potencialmente fatal.
Nesse estágio, o corpo perde o controle da resposta imunológica e órgãos vitais podem entrar em falência.
Grazielle era filha do deputado estadual Londres Machado, líder do governo na Assembleia Legislativa, e da ex-prefeita de Fátima do Sul, Ilda Salgado Machado.
Ela foi vereadora em Campo Grande por três mandatos, entre 2005 e 2014, e depois eleita deputada estadual com mais de 39 mil votos. Na época, chegou a destacar nas redes sociais que havia sido a mulher mais votada da história de Mato Grosso do Sul.
Formada em Comunicação, também atuou na área de imprensa e foi diretora de revista por cerca de 10 anos. Nos últimos anos, ocupava cargo comissionado na Casa Civil do governo do Estado.
Ainda não há informações oficiais sobre velório e sepultamento.
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