- mell280
24/07/2026 14h03
CNT analisa impactos das tarifas dos EUA e cenário econômico do transporte
Edição de julho aborda possíveis efeitos das medidas tarifárias e reúne indicadores de atividade, custos e desempenho dos serviços do setor
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) analisou, na edição de julho do Boletim de Conjuntura Econômica, os possíveis efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a parte dos produtos brasileiros sobre o comércio exterior e a atividade econômica.
Segundo estimativa da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), a tarifa adicional de 25% deverá atingir aproximadamente US$ 11 bilhões em exportações, o equivalente a 26,2% das vendas brasileiras para o mercado norte-americano.
Para as empresas do setor, a principal questão é como eventuais alterações nos volumes produzidos e exportados poderão se refletir sobre a demanda por serviços logísticos. Esses efeitos ainda não podem ser mensurados, mas o Boletim identifica os segmentos mais expostos, os produtos que permaneceram isentos e os possíveis desdobramentos econômicos da tarifa de 25%.
Essa cobrança concentra-se principalmente sobre produtos manufaturados e semimanufaturados, como madeira, produtos químicos, alimentos industrializados, veículos automotores, celulose e papel, máquinas e equipamentos. Permaneceram isentos itens como café, suco de laranja, carnes, petróleo, minérios, fertilizantes e aeronaves, o que reduz parte dos possíveis efeitos sobre o agronegócio e determinados segmentos industriais.
O Boletim também já considerava a possibilidade de uma nova cobrança, confirmada nesta quinta-feira (23), com alíquota de 12,5% para parte dos produtos brasileiros. Nos casos em que incidir conjuntamente com a tarifa de 25%, a sobretaxa chegará a 37,5%. Entre os possíveis efeitos estão a redução do fluxo comercial, a perda de competitividade e a desaceleração da atividade econômica.
Além da análise das tarifas, a edição de julho reúne indicadores de atividade, custos e desempenho do transporte:
- O volume de serviços recuou 1% em maio, puxado pela queda de 5,1% no transporte aéreo.
- Os combustíveis tiveram redução de preços em junho, mas o diesel acumula alta de 15,68% em 2026.
- O IBC-Br variou 0,1% em maio, o IPCA acumulou 4,64% em 12 meses e o dólar voltou a se aproximar de R$ 5,10.
- Para 2026, o Relatório Focus projeta crescimento de 1,99% do PIB.
A íntegra do Boletim de Conjuntura Econômica, com dados, gráficos e análises da equipe técnica da CNT, pode ser acessada aqui.


