01/09/2026 08h00
Com cotas mais restritas e novas regras sanitárias, a logística vira ponto crítico da biossegurança no agro
Transporte, rastreabilidade e desinfecção tecnológica sustentam a competitividade do Brasil em mercados cada vez mais exigentes
As exportações brasileiras de carne bovina desaceleraram em agosto, com queda de 26% no volume médio diário embarcado em relação ao mesmo mês de 2025, aponta o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reflexo da medida de salvaguarda comercial adotada pela China no início do ano, que impôs cotas de importação por país com sobretaxa para volumes excedentes. No mesmo período, a Câmara Setorial da Carne Bovina do Ministério da Agricultura e Pecuária discutiu as novas regras da União Europeia para uso de antibióticos em animais, tema que levou o Mapa a aprovar um protocolo privado de não uso e segregação.
Esse tipo de restrição eleva o custo de qualquer falha sanitária ao longo da cadeia. Doenças animais custam US$ 358,4 bilhões anuais à economia global, segundo a Oxford Analytica, com impactos que vão além da produtividade e atingem o comércio internacional e a confiança dos mercados importadores. No Brasil, onde a competitividade do agro está fortemente associada à reputação sanitária, cada falha logística, como a higienização inadequada de caminhões ou equipamentos, pode comprometer meses de trabalho e colocar em risco contratos de exportação.
Nesse ambiente de restrições, a logística passou a ser tratada como parte central da estratégia de biossegurança moderna. Além de conter surtos, o foco está na prevenção contínua, na padronização de processos e na geração de dados que comprovem boas práticas ao longo de todo o percurso.
“Um único caminhão contaminado pode derrubar, em 24 horas, a reputação sanitária que o Brasil levou décadas para construir”, afirma Vinicius Dias, CEO do Grupo Setta. “Por isso, transporte, desinfecção e rastreabilidade precisam ser vistos como ativos estratégicos, e não apenas como etapas operacionais.”
Tecnologias automatizadas vêm ganhando espaço por reduzir a dependência de processos manuais e garantir maior previsibilidade sanitária. Sistemas de desinfecção de veículos, como o TADD System, que utiliza ar aquecido em ciclos de menos de uma hora e elimina patógenos sem uso de químicos, permitem o giro rápido da frota com segurança. O controle de fluxo, o monitoramento de temperatura e o registro digital de procedimentos criam trilhas auditáveis, cada vez mais exigidas por importadores globais.
“A logística deixou de ser apenas um meio de escoamento para se tornar uma barreira sanitária ativa. Quando conseguimos comprovar, com dados, que cada etapa do transporte segue protocolos rigorosos, reforçamos a credibilidade do Brasil como fornecedor confiável de alimentos”, analisa Dias.
Com cadeias cada vez mais longas e riscos sanitários ampliados por fatores como mudanças climáticas e maior circulação global, a integração entre logística, tecnologia e biossegurança se consolida como um dos pilares da competitividade do agro brasileiro. O foco está na proteção do valor das exportações, do status sanitário do país e do acesso estratégico aos mercados globais.
Sobre o Grupo Setta
O Grupo Setta é um conglomerado de empresas com mais de 30 anos de experiência e sólida atuação em engenharia elétrica no Brasil. Especializada em soluções integradas, a empresa se dedica a impulsionar a eletrificação, automação e digitalização, apoiando indústrias e sociedade na transição energética. Suas frentes de atuação incluem a fabricação de painéis elétricos, projetos e instalações elétricas, automação industrial e de energia, digitalização e a comercialização de produtos por meio das Lojas Setta, além de todas as soluções de Subestações em Alta, Média e Baixa tensão convencionais e compactas (Eletrocentros e skids). Com foco em eficiência operacional, segurança e sustentabilidade, o conglomerado investe continuamente em inovação e no futuro de uma sociedade mais sustentável.



