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Saiba quais são os investimentos mais recomendados para setembro


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  • mell280

03/09/2026 08h45

Saiba quais são os investimentos mais recomendados para setembro

Pamella Brotto


Daniel Borges, sócio fundador da Route Investimentos, indica aplicações e setores que podem oferecer melhores oportunidades diante do cenário de juros, inflação e câmbio

 

 

Agosto foi marcado por forte movimentação no mercado: dólar acumulou alta de 2,17% frente ao real, enquanto o ouro acumulou valorização de 10,03% e o Bitcoin avançou 27,62% em reais, registrando maior valorização para o mês desde 2017. Para setembro, o cenário é de revisão das expectativas para juros e inflação, ao mesmo tempo em que permanece no radar a condução da política monetária nos Estados Unidos. Com o Federal Reserve ainda atento ao cumprimento da meta de inflação de 2% e o custo de capital permanecendo elevado, a escolha dos ativos tende a exigir maior seletividade por parte dos investidores. Para o especialista em investimentos, Daniel Borges, sócio fundador da Route e certificado pela ANCORD e pela Apimec Brasil, o momento pede uma carteira equilibrada, com preferência por ativos capazes de oferecer proteção e geração de retorno mesmo diante de um ambiente ainda marcado por incertezas. 
 

Entre as principais recomendações do especialista para setembro estão a renda fixa americana, especialmente títulos de curto e médio prazo e papéis de crédito de alta qualidade; títulos locais indexados à inflação; e ações de empresas com fundamentos sólidos e baixa alavancagem. 
 

1. Renda fixa americana: foco em qualidade de crédito 
 

Na renda fixa internacional, a preferência está nas Treasuries de curto e médio prazo e nos títulos de crédito Investment Grade, classificados como grau de investimento. Segundo Borges, a combinação entre taxas atrativas e a possibilidade de diversificação cambial mantém esses ativos entre as principais oportunidades para o mês. 
 

“Acreditamos que a janela de oportunidade nas Treasuries de curto e médio prazo e em títulos de crédito Investment Grade em dólar continua sendo um dos melhores binômios de risco-retorno. Com taxas de retorno atrativas, entre 3,50% e 3,75%, o investidor consegue capturar rendimentos historicamente altos com proteção cambial estratégica”, afirma. 
 

A estratégia combina a busca por rendimento com a diversificação da carteira em moeda forte, especialmente em um momento de maior volatilidade no câmbio. 
 

2. Renda fixa local: defesa com títulos IPCA+ 
 

No mercado brasileiro, a recomendação é concentrar a parcela defensiva da carteira em ativos atrelados à inflação. Os títulos IPCA+ aparecem como uma alternativa para investidores que buscam preservar o poder de compra e, ao mesmo tempo, obter uma taxa de retorno real. 
 

A avaliação da Route considera o cenário de diferencial de juros mais estreito em relação aos Estados Unidos, além das pressões sobre o câmbio e dos desafios fiscais que permanecem no radar. 
 

“Diante desse cenário, nossa preferência recai sobre ativos indexados à inflação, os IPCA+. Eles oferecem um prêmio de risco real robusto, essencial para proteger o patrimônio contra a volatilidade residual e os desafios fiscais que monitoramos no curto prazo”, diz Borges. 
 

3. Renda variável: seletividade entre ações de qualidade e valor 
 

Na renda variável, a orientação é evitar uma exposição excessivamente direcional e priorizar a seleção individual de empresas. A estratégia, conhecida como stock picking, busca companhias com fundamentos considerados mais sólidos para atravessar um ambiente de juros ainda restritivos. 
 

Entre os principais critérios estão forte geração de fluxo de caixa livre, baixa alavancagem financeira, resiliência operacional e capacidade de repassar preços. 
 

“Para a renda variável, o momento não é de exposição direcional agressiva, mas de stock picking. Priorizamos empresas com forte geração de fluxo de caixa livre e baixa alavancagem financeira. Em um ambiente de juros restritivos, o mercado tende a premiar companhias que possuem resiliência operacional e capacidade de repasse de preços”, afirma. 
 

Para setembro, portanto, a estratégia recomendada é combinar proteção, diversificação e seletividade. Na renda fixa internacional, a preferência está em títulos de qualidade em dólar; no Brasil, nos papéis indexados à inflação; enquanto na bolsa o foco recai sobre empresas com fundamentos sólidos e capacidade de geração de caixa. 
 

Sobre Daniel Borges: 

Sócio fundador de um da Route Investimentos, escritório credenciado ao Banco Safra, com 18 anos de experiência no mercado financeiro e foco em clientes de alto patrimônio e empresas. Após suas passagens pelo BTG e pelo Monte Bravo, atua como conselheiro corporativo e especialista em estruturação financeira, oferecendo soluções personalizadas e estratégias de alto impacto. Com formação em Direito Empresarial, além de certificações da ANCORD e da Apimec Brasil, que reforçam sua credibilidade no setor, a sua principal missão é prospectar, planejar, assessorar e executar estratégias financeiras que gerem valor real para clientes e parceiros. Daniel também conta com ampla experiência em Fundos exclusivos, Câmbio, hedge e derivativos, Crédito bancário e otimização de capital, Captação de recursos, IPOs e M&As. 
 

 



 


 





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