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74% das empresas ainda não conseguem transformar inteligência artificial em valor de negócio


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  • mell280

04/09/2026 07h45

74% das empresas ainda não conseguem transformar inteligência artificial em valor de negócio

Iago Almeida


A adoção de inteligência artificial avançou rapidamente nas empresas, mas transformar pilotos em produtos digitais robustos ainda é um dos principais gargalos do mercado. Levantamento da Boston Consulting Group (BCG) com 1.000 executivos de mais de 20 setores e 59 países mostrou que 74% das companhias ainda não conseguem demonstrar valor tangível com IA, enquanto apenas 26% desenvolveram capacidades suficientes para avançar além das provas de conceito. O dado ajuda a evidenciar uma diferença importante: criar um protótipo ficou mais fácil, mas colocá-lo em produção com estabilidade, segurança e escala continua exigindo estrutura técnica.

 

 

Para Lucas, CEO da KXP e especialista em desenvolvimento de software e transformação digital, a popularização das ferramentas de IA reduziu drasticamente a barreira para testar novas ideias, mas também criou uma falsa percepção de prontidão. “Hoje é possível construir uma aplicação funcional em poucos dias. O problema começa quando ela precisa atender clientes reais, integrar sistemas existentes, proteger dados e manter desempenho consistente. Um protótipo que funciona em uma demonstração ainda está muito distante de um produto pronto para o mercado”, afirma.

Esse intervalo entre experimentação e operação em escala é conhecido como “vale do piloto”. Na prática, muitas soluções funcionam em ambientes controlados, mas enfrentam dificuldades quando precisam lidar com volume de acessos, integrações, custos de processamento, monitoramento, segurança e manutenção contínua. A McKinsey apontou em 2026 que, embora 79% das organizações já tenham adotado IA generativa, pouco mais de um terço afirma ter conseguido escalar a tecnologia para além dos pilotos.

O desafio também aparece na qualidade do software produzido. Pesquisa da Info-Tech Research Group mostrou que 84% dos desenvolvedores já utilizam IA na construção de aplicações, mas dois em cada três afirmam que o código gerado pela tecnologia exige mais testes do que aquele escrito por humanos. Apenas 37% consideram que suas empresas já possuem processos formais ou maduros para esse tipo de desenvolvimento.

Um caso acompanhado pelo KXP Lab mostra essa diferença. Uma empresa chegou à KXP depois de desenvolver com ferramentas prontas um protótipo de IA voltado ao apoio terapêutico. Embora a solução permitisse validar a ideia, apresentava instabilidades e dificuldades na experiência dos usuários quando levada para uma operação real. O trabalho seguinte envolveu a reestruturação da arquitetura, dos fluxos do produto e da preparação para escala, transformando o protótipo em uma aplicação SaaS apta a operar de forma contínua.

Segundo Lucas, o ponto central não é desencorajar o uso de IA para prototipagem, mas separar experimentação de produto. “A IA democratizou a capacidade de testar uma ideia, e isso é positivo. O erro é acreditar que ela eliminou a engenharia necessária para transformar essa ideia em um negócio. Quando existe cliente, pagamento e tratamento de dados, a responsabilidade pela segurança, pela experiência e pela estabilidade continua sendo da empresa”, conclui.

Sobre a KXP TECNOLOGIA

A KXP Tech é uma empresa de tecnologia especializada em engenharia de software, desenvolvimento de produtos digitais e soluções de inteligência artificial sob medida. A companhia atua como parceira tecnológica de empresas em diferentes etapas, reunindo consultoria, design e desenvolvimento, além de oferecer squads dedicados, projetos de IA conectados a bases internas por meio do KXP Nexus e o KXP Lab, voltado à validação rápida de ideias e transformação de conceitos em software. Com mais de cinco anos de mercado e mais de 50 projetos entregues, a KXP combina desenvolvimento ágil, design e IA para apoiar empresas na criação e evolução de produtos digitais.

 



 


 



 




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