- mell280
11/10/2026 13h23
Carro elétrico pode gerar economia de até 80% no custo por quilômetro rodado
Recarga residencial de um modelo 100% elétrico custa cerca de R$ 40, enquanto rodar 100 km sai por aproximadamente R$ 15, segundo dados do Grupo Saga
O custo para abastecer um carro é um dos fatores considerados pelos motoristas na hora de escolher um veículo. Com a ampliação das opções elétricas no mercado, outra conta passa a fazer parte dessa decisão: quanto custa recarregar a bateria e qual distância é possível percorrer com uma carga? Em Goiás, considerando os modelos 100% elétricos comercializados pelo Grupo Saga, uma recarga completa em casa custa cerca de R$ 40, enquanto o gasto para rodar 100 quilômetros fica em torno de R$ 15.
A diferença se torna mais expressiva na comparação com veículos a combustão. Considerando um automóvel que percorra 10 quilômetros por litro, o custo para rodar 100 quilômetros é de aproximadamente R$ 65 com gasolina e R$ 53 com etanol. Já no modelo elétrico, o gasto estimado é de R$ 15 para a mesma distância, o que representa uma economia de cerca de 77% em relação à gasolina e de 72% na comparação com o etanol.
“Quando analisamos o custo por quilômetro rodado, os veículos 100% elétricos apresentam uma diferença significativa em relação aos modelos a combustão. A economia efetiva depende de fatores como o modelo escolhido, a tarifa de energia e as condições de uso, mas a recarga residencial pode representar uma redução importante no gasto com deslocamento”, explica Francine Carossi, diretora da Saga BYD e Denza.
Autonomia e custo de recarga
A autonomia varia conforme o modelo e as condições de uso. Entre os veículos 100% elétricos comercializados pelo Grupo Saga, a distância percorrida por carga fica na faixa de 250 a 291 quilômetros. Na prática, isso significa que o custo de uma recarga precisa ser analisado em conjunto com a autonomia oferecida pelo veículo e a rotina de deslocamentos do motorista.
A forma de recarregar também influencia o orçamento. Em Goiânia, o custo residencial informado é de aproximadamente R$ 1,16 por quilowatt-hora (kWh). Já nos carregadores públicos, o valor pode ficar entre R$ 2,00 e R$ 2,40 por kWh, especialmente nos pontos de recarga rápida. A diferença está relacionada à conveniência e à velocidade oferecidas por essas estruturas, enquanto a recarga em casa costuma ser a alternativa mais econômica.
“Para quem tem possibilidade de carregar o veículo em casa, esse fator pode contribuir para tornar o custo de uso mais competitivo. Os carregadores públicos cumprem um papel importante para quem precisa recarregar durante o trajeto ou busca maior agilidade, mas é necessário considerar o preço do kWh em cada ponto”, afirma Francine.
Mercado em expansão
O avanço dos veículos eletrificados no Brasil ajuda a contextualizar o interesse crescente pela tecnologia. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o número acumulado de licenciamentos desses veículos passou de 1,9 mil em 2020 para mais de 215 mil em 2024, crescimento superior a cem vezes no período. O dado reúne veículos eletrificados e não se restringe aos modelos exclusivamente elétricos.
Em Goiás, o Grupo Saga também relata aumento considerável na procura por veículos elétricos e híbridos nos últimos seis meses. Na avaliação da diretora da Saga BYD e Denza, conhecer os custos de recarga, a autonomia e as diferenças entre as opções disponíveis ajudam o consumidor a avaliar qual tecnologia se adequa melhor às suas necessidades. “A escolha deve considerar o perfil de utilização do veículo, a distância percorrida no dia a dia e as possibilidades de recarga. Esses fatores ajudam o motorista a entender os custos de uso e a identificar a alternativa mais adequada à sua rotina”, finaliza Francine.



