14/10/2026 13h52
Reinaldo afirma que eleição não está decidida e pede o empenho de todos
A onze dias da decisão da eleição presidencial, marcada para o dia 25 de outubro, o senador eleito por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), divulgou nesta quarta-feira (14) um manifesto intitulado "Vamos pra eleição", em que convoca os apoiadores de Flávio Bolsonaro e a sociedade em geral, a não baixarem a guarda na reta final do segundo turno.
Na mensagem, que se soma à mobilização que ele já lidera no estado, com conversas com indecisos e ações de rua, Reinaldo afirma que a disputa segue aberta e que a vitória dependerá do empenho de cada eleitor até o último minuto nas urnas.
Reinaldo fez uma avaliação dos procedimentos da oposição: "Vocês viram, o PT está esperneando de todos os jeitos pra não perder a eleição. Estão mentindo, espalhando medo e usando a máquina pública com força total. Esse é o jogo deles. Por isso, não podemos ficar parados. O segundo turno é uma nova eleição, e nada está decidido!", declara o senador eleito.
O alerta de Reinaldo chega em um cenário que, à primeira vista, parece favorável: Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno com 47% dos votos válidos, cerca de 56 milhões de votos, e lidera as pesquisas do segundo turno, com 55% a 45% no levantamento do instituto Gerp divulgado nesta terça (13) e 52% a 48% na última Datafolha. É exatamente esse conforto nas pesquisas, avalia o senador eleito, que representa o maior risco da campanha: vantagem numérica não vence eleição, eleitor votante sim. A história recente das eleições brasileiras mostra que turnos se decidem na mobilização, e não na expectativa.
Para Reinaldo, a disputa transcende a escolha entre dois nomes. "Mais do que a vitória do Flávio, o que está em jogo é o futuro do Brasil. Está na hora da mudança, de voltar a crescer, de combater o crime e o tráfico de drogas, de investir na saúde, avançar na educação e melhorar a vida das famílias que precisam de empregos e novas oportunidades", afirma.
A pauta tem endereço conhecido em Mato Grosso do Sul. Estado de fronteira com a Bolívia e o Paraguai, o MS conhece na pele o que significa enfrentar o crime organizado e o tráfico de drogas, e foi justamente na gestão de Azambuja, entre 2015 e 2022, que o estado se consolidou como o quarto mais seguro do país, resultado de uma administração que aliou responsabilidade fiscal a investimentos sociais em saúde, educação e segurança. Eleito ao Senado no dia 4 de outubro, com 32,8% dos votos, o senador eleito empenha esse credenciamento na eleição que, segundo ele, definirá se o Brasil volta a crescer ou segue no rumo atual.
"No dia 25, vamos decidir mais do que uma eleição: vamos decidir em qual país queremos viver. O futuro do Brasil estará na ponta dos nossos dedos. É preciso digitar 22 e confirmar pra nossa vida mudar", conclui o senador eleito, referindo-se ao número de Flávio Bolsonaro na urna eletrônica.
Na avaliação de Reinaldo, o segundo turno é também um plebiscito sobre o modelo de país: de um lado, a continuidade de um governo que, na leitura dele, espalha medo para se perpetuar no poder; de outro, um projeto que protege as famílias, garante os programas sociais, combate o crime e devolve ao Brasil o crescimento, o emprego e a confiança. O manifesto termina com o mesmo apelo que orienta toda a sua atuação na campanha: nenhum eleitor pode ficar em casa achando que o resultado já está garantido.



