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Quatro pessoas morrem em superlotação no Monte Everest


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25/05/2019 11h33

Quatro pessoas morrem em superlotação no Monte Everest

Julisandy Ferreira


 Nesta sexta-feira (24) no Nepal, autoridades anunciaram quatro mortes de alpinistas no Monte Everest. Na temporada atual são oito o número de mortos na maior montanha do planeta. O grande fluxo cria perigosos engarrafamentos na chamada “zona da morte” e o final de abril e o mês de maio são considerados os mais vantajosos para a escalada, já que as condições meteorológicas são menos extremas.

Na última quinta-feira (23), quase 550 alpinistas alcançaram o topo do Everest de acordo com dados divulgados pelas autoridades nepalesas. Neste ano, foram registradas várias cenas de engarrafamentos na montanha de 8.848 metros de altitude.

Dois indianos, um austríaco e um nepalês morreram na montanha nas últimas 48 horas. A indiana Kalpana Das, de 52 anos, chegou ao topo do Everest, mas faleceu na quinta-feira à tarde no momento da descida. Outro indiano, Nihal Bagwan, 27 anos, também morreu durante a descida. “Ele ficou bloqueado no engarrafamento durante mais de 12 horas e estava esgotado. Os guias sherpa trouxeram-no para o campo 4 e morreu no local”, contou Keshav Paudel, da agência Peak Promotion.

Um organizador da expedição anunciou ainda a morte um guia nepalês de 33 anos, que faleceu em um acampamento-base depois de ficar doente no campo 3, a 7.158 metros de altitude e um alpinista austríaco, 65, no lado tibetano da montanha, local menos movimentado do que o lado nepalês.

Analistas afirmam que o engarrafamento é provocado pela proliferação de permissões de escalada e pelo número reduzido de “janelas” meteorológicas adequadas para chegar ao topo. Assim todas as expedições iniciam o ataque final ao Everest durante os mesmos dias.

Na altura extrema o oxigênio é mais escasso na atmosfera, e os alpinistas precisam recorrer a garrafas de oxigênio para alcançar o topo. Em altitude maior que 8.000 metros acima do nível do mar, é considerada a “zona da morte”.

Ang Tsering Sherpa, ex-presidente da Associação de Alpinistas do Nepal explica. “Permanecer muito tempo na zona da morte aumenta os riscos de congelamento, de sofrer o mal da altitude, ou mesmo de morte”.

Nos dias anteriores, outros dois alpinistas indianos e um americano faleceram no Everest. Um montanhista irlandês também teria falecido depois de escorregar e cair de uma área a 8.300 metros de altitude. O corpo não foi encontrado.

Em 2018 foram registradas cinco mortes na temporada de escalada do Everest. Desde que as autoridades nepalesas liberaram a escalada no Monte Everest nos anos 1990, as expedições comerciais aumentaram, assim como o número de alpinistas.

Este ano, o Nepal concedeu para a temporada de primavera (hemisfério norte) o recorde de 381 permissões, ao preço de 11.000 dólares por pessoa (cerca de R$ 44,2 mil) por pessoa, de acordo com os últimos dados disponíveis. Cada titular de uma permissão é acompanhado por um guia, o que significa que mais de 750 pessoas estão na rota para a escalada. Ao menos 140 receberam permissões para escalar o Everest a partir do flanco norte, no Tibete.

O topo do Everest foi alcançado pela primeira vez em 1953 pelo neozelandês Edmund Hillary e pelo nepalês Tenzing Norgay.

As informações foram retiradas do jornal The Washington Post.

 




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