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Grupo Safras protocola pedido de recuperação judicial na justiça de MT


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  • mell280

05/04/2025 13h48

Grupo Safras protocola pedido de recuperação judicial na justiça de MT

assessoria


 Conglomerado agroindustrial busca reestruturação financeira em meio a crise desencadeada por oscilações no mercado da soja e desafios operacionais

 

 

O Grupo Safras encaminhou nesta sexta-feira (04/04) à 4ª Vara Cível de Sinop o pedido de recuperação judicial. A petição engloba as matrizes e filiais da Safras Armazéns Gerais, Safras Bioenergia e Safras Agroindústria. Segundo o documento, embora o pedido esteja sendo apresentado em litisconsórcio ativo (situação processual em que mais de uma pessoa figura como autora de uma ação judicial), cada um dos devedores mantém independentes seus ativos, passivos e operações comerciais.

Na ação, o Grupo Safras afirma que a utilização de um único processo para o processamento da recuperação de todas as empresas do grupo e dos produtores rurais pessoas físicas é uma medida de economia processual e de aumento de eficiência da gestão da superação da crise.

“Desde sua fundação, o Núcleo Safras tem estabelecido parcerias estratégicas com produtores rurais e os principais agentes do mercado agroindustrial. Atualmente, o conglomerado é composto por empresas que operam de maneira integrada em distintas áreas do agronegócio, alcançando tamanha magnitude e capilaridade – basta relembrarmos a quantidade de filiais abertas para agroindústria e armazéns, por exemplo”, aponta trecho da petição.

A crise do Núcleo Safras teve início  com a oscilação do preço da soja, especialmente a queda exponencial do preço no primeiro semestre/2023, que represou as ordens de venda do grão estocado nos armazéns. Além disso, as vendas ficaram em torno de 40% da produção estimada, o que seria consideravelmente baixo.

Ainda segundo a empresa, a aquisição da Copagri (atualmente denominada Safras AgroIndústria), também em 2023, contribuiu para  o agravamento do cenário de crise, pois houve a absorção de um passivo (de mais de meio bilhão de reais) relevante pelo Núcleo Safras assim como tiveram de ser feitos diversos investimentos para que a planta industrial de esmagamento de soja ficasse satisfatoriamente operante, o que pressionou diretamente o caixa do grupo.

“Aliado a isso, houve um direcionamento de esforços para integrar os times da Safras Armazéns e da então Copagri, culturalmente distintos e com processos e sistemas significativamente distintos. Isso gerou uma colossal complexidade de processos internos e pesados custos ao longo dos últimos dezoito meses”, aponta trecho do documento.

No pedido, o Grupo Safras solicita ainda a antecipação dos efeitos do stay period – mecanismo que suspende ações judiciais contra o devedor durante a recuperação – e pleiteia a declaração de essencialidade da planta industrial de Cuiabá, incluindo armazéns, maquinários e contratos estratégicos associados. A medida, argumenta o grupo, é crucial para assegurar a utilidade do processo de reestruturação e preservar a continuidade de suas operações.

Se o Stay Period for deferido, o Safras acredita que poderá viabilizar um ambiente jurídico seguro para recepcionar grãos de produtores, coisa que não era possível até então por conta das ameaças de protestos e penhoras. O Grupo informou, inclusive, ter sido procurado por diversos produtores durante a safra de soja, mas ter optado por não receber grãos no período do ano para evitar colocar novos ativos dos produtores em risco

Com esse movimento, o Grupo Safras busca não apenas sanar suas finanças, mas também preservar sua relevância no agronegócio brasileiro, um setor que, apesar de sua robustez, não está imune às oscilações globais e aos desafios de gestão em larga escala. A Justiça de Mato Grosso agora detém a palavra sobre o futuro dessa gigante do campo.

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  • A crise do Núcleo Safras teve início  com a oscilação do preço da soja, especialmente a queda exponencial do preço no primeiro semestre/2023, que represou as ordens de venda do grão estocado nos armaz
    A crise do Núcleo Safras teve início com a oscilação do preço da soja, especialmente a queda exponencial do preço no primeiro semestre/2023, que represou as ordens de venda do grão estocado nos armazGrupo Safras-Divulgação
 




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