12/01/2026 09h16
Equilíbrio entre habilidades técnicas e comportamentais se consolida como fator decisivo para a empregabilidade no Brasil
Integração entre conhecimento prático e competências socioemocionais redefine o perfil profissional buscado pelas empresas
O mercado de trabalho brasileiro vem consolidando uma mudança relevante nos critérios de contratação. Em um ambiente marcado pela transformação digital e por maior competitividade, o domínio técnico segue indispensável, mas já não é suficiente para garantir permanência e progressão na carreira. A combinação entre habilidades técnicas (hard skills) e competências comportamentais (soft skills) passou a ser um dos principais diferenciais observados pelas empresas.
As hard skills correspondem aos conhecimentos objetivos e mensuráveis, adquiridos por meio de formação acadêmica, cursos e experiências práticas. Entre as competências técnicas mais demandadas atualmente estão análise de dados e business intelligence (BI), programação, gestão de projetos, marketing digital e o uso de ferramentas de inteligência artificial. Essas habilidades costumam ser o primeiro filtro nos processos seletivos, avaliadas por meio de certificações, testes técnicos e provas de proficiência.
Paralelamente, as soft skills ganharam relevância estratégica nas decisões de contratação e retenção. Inteligência emocional, capacidade de adaptação, liderança e comunicação eficaz passaram a ser consideradas determinantes para o desempenho no ambiente corporativo. Levantamentos de mercado indicam que uma parcela significativa dos desligamentos de jovens profissionais nos primeiros meses de contrato está associada à falta de atributos como comprometimento, iniciativa e postura profissional.
Ao contrário do senso comum, essas competências comportamentais não são exclusivamente inatas. Elas podem ser desenvolvidas ao longo da trajetória profissional, por meio de treinamentos específicos, experiências práticas, feedback estruturado e processos de autoconhecimento.
Diferenças e aplicação prática
A distinção entre hard e soft skills está, sobretudo, na forma como são adquiridas e avaliadas. Enquanto as habilidades técnicas são obtidas por meio de estudo formal e comprovadas por diplomas ou certificações, as competências comportamentais se desenvolvem na interação cotidiana e se manifestam, principalmente, na capacidade de lidar com desafios, conflitos e trabalho em equipe.
Para quem busca se destacar em processos seletivos, Kauã Leandro, gerente de Novos Negócios do Trabalha Brasil (TBR), recomenda atenção especial à forma como essas competências são apresentadas no currículo. As habilidades técnicas devem ser listadas de maneira objetiva, com destaque para softwares, idiomas e cursos específicos. Já as competências comportamentais precisam ser contextualizadas, associando características como liderança, resiliência ou capacidade de negociação a resultados concretos obtidos em experiências anteriores.
Segundo o especialista, investir no equilíbrio entre esses dois conjuntos de habilidades é a estratégia mais consistente para garantir empregabilidade no longo prazo. O desenvolvimento contínuo, aliado à curiosidade intelectual e à capacidade de colaboração, permite que o profissional vá além da execução técnica e contribua de forma mais ampla para os objetivos estratégicos das organizações e para a qualidade das relações no ambiente corporativo.
Trabalha Brasil
O Trabalha Brasil é composto por um time de mais de 100 profissionais de tecnologia e Recursos Humanos, que se dedicam para aprimorar a plataforma que atende cada vez mais as necessidades dos trabalhadores, que buscam dignidade financeira por meio do trabalho.




