- mell280
13/01/2026 11h24
Dólar inicia dia em leve alta e mercado opera sob tensão política nos EUA
O dólar abriu o dia cotado a R$ 5,37, apresentando leve alta. O mercado opera em clima de cautela, com investidores atentos às tensões políticas nos EUA e à agenda carregada de indicadores econômicos.
O movimento da moeda reflete a combinação de fatores externos e internos. No exterior, a pressão política sobre o Federal Reserve, após investigação envolvendo Jerome Powell, aumenta a incerteza sobre a independência da política monetária americana. Esse cenário reforça a busca por proteção, mas também limita o apetite ao risco. O índice do dólar recua frente a outras moedas fortes, como euro e franco.
No Brasil, o Banco Central realiza leilão de swaps cambiais para rolagem de contratos, o que ajuda a conter volatilidade. Os fluxos seguem mistos, com parte dos investidores aproveitando a valorização recente do real para realizar lucros, enquanto outros mantêm posições defensivas.
A agenda do dia inclui o Relatório Focus no Brasil e dados de serviços do IBGE ao longo da semana. Nos EUA, o destaque é para os discursos de dirigentes do Fed, como Thomas Barkin e John Williams, que podem calibrar expectativas sobre juros. Além disso, o mercado acompanha a divulgação do CPI americano e balanços de grandes bancos, fatores que tendem a influenciar diretamente o câmbio.
O cenário internacional segue marcado por tensões geopolíticas e pela expectativa em torno da trajetória da política monetária nos EUA. A investigação contra Powell adiciona volatilidade, enquanto dados de inflação e emprego devem orientar apostas sobre cortes de juros. Na Europa, leilões de títulos e indicadores de confiança também entram no radar.
Em resumo, o dólar inicia o dia em leve alta, mas o ambiente é de cautela. A moeda americana oscila em função da combinação de fatores políticos e econômicos, com investidores atentos às falas do Fed e aos dados de inflação. O mercado deve seguir volátil, refletindo tanto o noticiário externo quanto os indicadores domésticos.
Boletim sobre o ouro — Mauriciano Cavalcante – Economista da Ourominas
O ouro abriu o dia cotado a US$ 4.598,90 por onça, em leve alta frente ao fechamento anterior. O metal precioso segue demandado como ativo de proteção, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas sobre a política monetária nos EUA e tensões geopolíticas globais.
O movimento do ouro hoje é marcado por fluxos defensivos, com investidores buscando segurança em meio à volatilidade dos mercados acionários e cambiais. A valorização do ouro acompanha a expectativa de que o Federal Reserve mantenha postura conservadora, diante de dados de inflação e emprego que ainda não sustentam cortes agressivos de juros. O índice dólar recua, favorecendo commodities cotadas em dólar.
No Brasil, a cotação do ouro em reais gira em torno de R$792,00, o grama, refletindo tanto o preço internacional quanto a variação do câmbio. O mercado doméstico acompanha os leilões de títulos do Tesouro e a divulgação do Relatório Focus, que podem influenciar expectativas sobre juros e, indiretamente, o apetite por ativos de proteção.
A agenda internacional traz como destaques os discursos de dirigentes do Fed e a divulgação de indicadores de inflação nos EUA. Na Europa, dados de confiança econômica e leilões de dívida também entram no radar. Esses fatores tendem a calibrar o sentimento dos investidores e a direção dos fluxos para ativos de risco ou proteção.
O cenário geopolítico segue como pano de fundo relevante: tensões no Oriente Médio e incertezas políticas nos EUA reforçam a busca por ativos considerados seguros. O ouro, tradicionalmente visto como reserva de valor, se beneficia desse ambiente de cautela.
Em resumo, o ouro inicia o dia em alta moderada, sustentado pela demanda defensiva e pela expectativa de manutenção de juros elevados nos EUA. O mercado deve seguir atento à agenda econômica e política, com o metal precioso consolidando seu papel como ativo de proteção em tempos de incerteza.
Sobre Mauriciano Cavalcante
Mauriciano Cavalcante é economista da Ourominas, uma das maiores empresas de compra e venda de ouro no Brasil. Bacharel em Negócios Internacionais e Comércio Exterior, o especialista comenta sobre a cotação do ouro e câmbio de moedas. Mauriciano também aborda sobre tendências do mercado nacional e internacional e sua correlação com o mercado cambial.
Sobre a Ourominas
A Ourominas (OM) possui anos de história e atuação. Ao longo desse período construiu uma sólida reputação, se consolidando como uma bem-sucedida instituição do mercado e referência no Brasil em serviços financeiros.
Atualmente a OM possui um portfólio diversificado de soluções financeiras no mercado de ouro ativo financeiro para exportação, investimento e consumo industrial, da qual é certificada na Americas Gold Manufacturers Association (AMAGOLD). E no mercado de câmbio de moedas estrangeiras para turismo e negócios internacionais, integra a Associação Brasileira de Câmbio (ABRACAM).
Em 2021, a OM foi a primeira Instituição Financeira da América Latina a possuir as certificações ISO 9001, 14001 e 45001, e em 2022, a OM foi a primeira Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) da América Latina a possuir a certificação Great Place to Work (GPTW).
Com uma estrutura completa de consultores especializados, oferece atendimento dedicado a diversos perfis de empresa ou pessoa física, moldando os produtos às necessidades dos clientes com qualidade, agilidade e baixos custos operacionais.
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