14/01/2026 07h38
Tendências que vão marcar o mercado de loteamentos em 2026
Segundo especialista do setor, qualidade da base estrutural, tecnologia e integração urbana se tornam decisivas para a valorização dos empreendimentos
Em 2026, o mercado de loteamentos passa a ocupar uma posição central na organização e na expansão das cidades. A combinação entre novos perfis de compradores, avanços tecnológicos e um ambiente regulatório mais rigoroso reposiciona o segmento, que vai além da simples comercialização de terrenos e assume um papel estrutural no desenvolvimento urbano.
Para Rafael Hayar, diretor do Grupo Arena, empresa com atuação relevante na área de incorporação, essa transformação está diretamente relacionada à qualidade da base estrutural dos empreendimentos.
“Mais do que oferecer terrenos, os novos projetos de loteamento passam a entregar qualidade de vida, infraestrutura integrada e soluções alinhadas às novas formas de morar e investir”, destaca.
Nesse contexto, o perfil do comprador de lotes também se transforma: mais informado, criterioso e diverso, reúne desde famílias em busca de moradia até investidores atentos à valorização de áreas planejadas, além de consumidores que priorizam bem-estar, segurança e conexão com a natureza.
Outro movimento relevante é a busca por loteamentos que ofereçam flexibilidade de uso, com espaços pensados tanto para moradia quanto para trabalho remoto, comércio de bairro e serviços essenciais. A proposta é reduzir deslocamentos, aumentar a autonomia do dia a dia e criar ambientes urbanos mais funcionais.
Com experiência prática na execução das obras que viabilizam os loteamentos, como sistemas viários, pavimentação e infraestrutura essencial, o executivo acompanha de perto a evolução das demandas do setor e os impactos do planejamento urbano na valorização e na funcionalidade dessas áreas.
Paralelamente, as exigências legais e urbanísticas seguem em constante evolução, estimulando projetos cada vez mais integrados e alinhados aos planos diretores municipais. “A tendência para 2026 é foco na integração dos loteamentos à malha urbana existente, no planejamento adequado de áreas públicas e equipamentos comunitários e no respeito às diretrizes ambientais e de mobilidade urbana”.
Segundo ele, esse cenário favorece empreendimentos bem estruturados e desenvolvedores atentos às normas e ao diálogo contínuo com o poder público.



