15/01/2026 13h20
Estratégias nutricionais corretas reduzem perdas e otimizam desempenho das poedeiras
Enzimas reduzem perdas nutricionais, melhoram desempenho e aumentam a eficiência da dieta das aves, assinala especialista da Auster Nutrição Animal.
Fitato, polissacarídeos não amiláceos (PNA) e inibidores de tripsina estão entre os principais fatores antinutricionais da dieta das poedeiras. Sua presença pode afetar desde o consumo de nutrientes até a própria resistência óssea das aves. “Estes compostos reduzem o valor nutritivo de determinados alimentos de origem vegetal. As dietas para poedeiras são constituídas, em sua maioria, por milho e farelo de soja, mas comumente os avicultores utilizam alimentos alternativos nas dietas, a fim de reduzir custos. É aí que está o desafio”, explica Allan Dias, zootecnista da Auster Nutrição Animal.
Cada fator antinutricional atua distintamente no organismo das aves. Os PNAs atuam como diluentes na dieta, reduzindo a disponibilidade de nutrientes e energia; o fitato indisponibiliza o fósforo presente nas matérias primas de origem vegetal e agride a mucosa intestinal; os inibidores de tripsina diminuem significativamente a digestibilidade das proteínas. “Esses compostos são prejudiciais à saúde e comprometem o desempenho das poedeiras – especialmente o fitato e os inibidores de tripsina –, afetando a qualidade da casca, a taxa de postura e o peso das aves”, esclarece Allan.
Para reduzir os efeitos antinutricionais, os avicultores contam com a tecnologia. Para inibir a ação negativa dos PNAs, a utilização de enzimas é a principal ferramenta – no caso do milho, a xilanase auxilia a quebra de arabinoxilanos; no farelo de soja, enzimas como glucanase e galactosidase reduzem os impactos dos glucanos e galactosídeos, aumentando o aproveitamento da energia presente nos alimentos. No caso do fitato, as fitases são essenciais para liberação do fósforo e do cálcio dos alimentos de origem vegetal. Já os inibidores de tripsina são mais complexos: os do tipo Kunitz costumam ser inativados pelo calor, já os Bowman-Birk permanecem parcialmente ativos e, acima de 3,5 mg/g, podem prejudicar a digestibilidade. Por conta disso, torna-se necessário o rígido controle de qualidade no processamento do farelo de soja.
Polissacarídeos não amiláceos (PNA), fitato e inibidores de tripsina são os principais mas não os únicos fatores antinutricionais disponíveis. Há outros, como taninos presentes no sorgo e gossipol no farelo de girassol. Eles podem tanto comprometer o consumo das aves quanto afetar a qualidade dos ovos, reforçando a importância do rigor no controle das matérias-primas”, destaca o especialista da Auster.
Por conta da complexidade desses desafios nutricionais, a Auster Nutrição Animal desenvolveu a Linha Aela Postura, que combina fitase e carboidrase com amplo espectro de atuação, formuladas para liberar energia, fósforo e aminoácidos a partir do melhor aproveitamento das matérias-primas presentes nos alimentos. “Utilizamos uma fitase com alta velocidade de atuação, possibilitando maior aproveitamento do fósforo fítico. Além disso, temos uma xilanase com capacidade de atuação em todos os tipos de arabinoxilanos e xilanos presentes no milho, ou seja, potencializando o aproveitamento energético desta matéria”, informa Allan. A linha também possibilita formulações personalizadas, incorporando enzimas como α-galactosidase e β-Glucanase, de acordo com a realidade nutricional de cada granja.
“Os resultados econômicos mostram-se promissores em granjas que utilizam a Linha Aela Postura, apresentando redução de R$ 15,00 a R$ 30,00 por tonelada de ração, mantendo desempenho equivalente ao padrão da linhagem”.



