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Morre ex-ministro Raul Jungmann, aos 73 anos


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  • mell280

19/01/2026 06h30

Morre ex-ministro Raul Jungmann, aos 73 anos

O político estava internado no hospital DF Star e tratava um câncer no pâncreas

O Estadão Conteudo


ex-ministro Raul Jungmann morreu, aos 73 anos, neste domingo, dia 18, em decorrência de um câncer no pâncreas. As informações foram confirmadas pelo Instituto Brasileiro de Mineração, do qual ele era presidente desde 2022. O político estava internado no hospital DF Star.

 

 

Nascido em Recife em 3 de abril de 1952, ele teve passagens por diversos cargos de administrações estaduais e federais. A primeira delas quando secretário de Estado de Planejamento no governo de Pernambuco, entre 1990 e 1991. Quando jovem, ele foi militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro), mas também foi filiado ao MDB, ao PPS e ao PMDB. O PPS foi rebatizado para Cidadania, atual nomenclatura

 

Ocupou mandato como deputado federal três vezes: 2003-2006 (PMDB), 2007-2010 (PPS) e 2015-2018 (PPS). Também presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), fundou e presidiu ONGs e integrou diversos conselhos de administração de organizações. Ele presidia desde março de 2022 o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), organização privada, sem fins lucrativos, com mais de 300 associados, responsáveis por 85% da produção mineral do Brasil. “Sob sua liderança, o Ibram fortaleceu seu protagonismo institucional e seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade, a inovação e o papel estratégico dos minerais na transição energética global. Jungmann será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira”, disse o Ibram numa nota em homenagem ao seu presidente, na noite deste domingo.

Segurança Pública

Entre as ações tomadas quando esteve à frente do Ministério da Segurança Pública, uma das mais relevantes foi a criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) – que a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública elaborada pelo governo Lula tenta hoje incluir na Constituição Federal. O Susp prevê que as polícias devem aprimorar o sistema de troca de informações entre os estados e agir de forma conjunta no combate ao crime.

A criação do sistema também estabeleceu que o cumprimento das metas estabelecidas pelo governo passasse a contar com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), além dos os fundos estaduais, distrital e municipais, asseguradas as transferências fundo a fundo. A medida representou um ponto da virada na influência federal na área da segurança pública – cuja prerrogativa é dos governos estaduais, segundo a Constituição.

Em junho, durante um seminário na Universidade de Santo Amaro, em São Paulo, Jungmann fez coro ao então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski ao discursar sobre a fragilidade institucional da segurança pública no Brasil e defender a necessidade de mudanças estruturais no setor. 

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