02/02/2026 13h12
Prematura de 32 semanas é 1ª a receber vacina contra bronquiolite na Capital
Cassia Modema
A pequena Melina nasceu prematura, às 32 semanas de gestação. Não deu tempo da mãe, a autônoma Paula Cristina de Paula, 23 anos, receber a vacina contra o VSR (Vírus Sincicial Respiratório), que causa bronquiolite e esteve relacionado a 594 internações em Campo Grande no ano passado, segundo dados da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).
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Hoje (2), com 36 semanas, ela foi a primeira bebê de Campo Grande a ser imunizada com a dose fornecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para prematuros e recém-nascidos com comorbidades como fibrose cística e cardiopatia, por exemplo, além de deficiências como a síndrome de down.
A neném chorou forte nos primeiros segundos, mas depois se acalmou. A aplicação foi no colo da mãe, aconchego desde que ela estava na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Maternidade Cândido Mariano. Atualmente, Melina está numa unidade intermediária.

Paula Cristina na unidade intermediária, onde a filha segue internada (Foto: Cassia Modena)
O choro da filha significou alívio para a mãe. "Estou muito feliz", disse ela, tranquila. Paula também soube que o número de casos de bronquiolite é expressivo e estava preocupada.
No caso das crianças com comorbidades, uma segunda dose será aplicada após 24 semanas, segundo explica a enfermeira Maristela Chamorro, do setor de imunização da SES (Secretaria Estadual de Saúde).
A ginecologista, obstetra e diretora técnica do hospital, Karina Zucareli, conta que houve um caso de bronquiolite que precisou ser isolado dentro do local em 2025. "A proteção garante que o organismo do bebê tenha mais condições de combater o vírus", conscientiza. Ela também afirma que a aceitação das famílias com relação à vacinação dos pequenos costuma ser de 99% na instituição.
Quem não recebeu - Bebês com comorbidades e prematuros que nasceram entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, com até 36 semanas e seis dias, têm o direito de serem vacinados também. Os responsáveis devem procurar a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para agendar a aplicação.

Equipe que participou da abertura da imunização registra o momento com o Zé Gotinha (Foto: Cassia Modena)
Maristela esclarece ainda que os bebês podem ser vacinados mesmo que a mãe já tenha se imunizado contra o VSR durante a gestação. Será um reforço na proteção dos que têm a saúde mais vulnerável.
Alto custo - Na rede privada, uma única dose custa de R$ 1,5 mil e R$ 3,5 mil. Além de proteger contra a bronquiolite, a vacina possui um anticorpo que atua contra pneumonias, acrescenta a enfermeira e coordenadora de vacinas da Maternidade Cândido Mariano, Keila Lacerda.
"É muito importante a oferta dessa vacina, que tem um custo muito alto. A gente teve até uma crise de leitos em Campo Grande no ano passado devido ao surto de bronquiolite", completou a profissional de saúde.

Exemplo de vacina contra o VSR disponível na rede privada (Foto: Divulgação/Conselho Federal de Farmácia)
Reação à vacina - Dor local e febre são algumas das reações possíveis, e elas não costumam ser intensas. Os bebês vacinados serão monitorados com maior atenção nos primeiros trinta minutos pela equipe.
Na Cândido Mariano serão aplicadas inicialmente 20 doses disponíveis, toda quinta-feira. A quantidade será ampliada conforme o número de nascimentos subir.
Para gestantes - As doses fornecidas pelo SUS para gestantes têm a mesma finalidade, mas são diferentes. Na Capital, elas começaram a ser aplicadas em dezembro do ano passado.
A vacina pode ser procurada em qualquer unidade de saúde, a partir da 28ª semana de gestação.
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