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Caso Master: mudança de postura de Fachin gera incômodo no STF


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03/02/2026 06h45

Caso Master: mudança de postura de Fachin gera incômodo no STF

Ao ser questionado em entrevista ao Globo sobre a participação de familiares de Toffoli em negócios com o Master, Edson Fachin afirmou que fará o que for necessário, doa a quem doer.

Por Samantha Klein — Brasília


'Não vou cruzar os braços, doa a quem doer', diz Fachin sobre caso Master

 Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enxergam uma virada na postura do presidente Edson Fachin, após ele dizer que não vai cruzar os braços diante do avanço das suspeitas sobre a atuação de Dias Toffoli no caso Master. Parte do colegiado se incomodou com a nota da última sexta-feira (23) em defesa de Toffoli sem consultar todos os integrantes do STF.

 

  • 'Não vou cruzar os braços, doa a quem doer', diz Fachin sobre caso Master
  • Ao ser questionado em entrevista ao Globo sobre a participação de familiares de Toffoli em negócios com o Master, Fachin afirmou que fará o que for necessário, doa a quem doer. Em entrevista ao blog da jornalista Ana Flor, Fachin afirmou que a tendência é o inquérito do Master saia do STF para tramitar na primeira instância.

A postura é vista como um recado para fora do STF, mas também como um claro recado aos ministros de que algo precisa ser feito e que, segundo interlocutores, soa como um alerta a Toffoli.

Em outra frente, o ministro Alexandre de Moraes nega ter participado de reunião na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Em tom duro, afirma que a matéria do portal Metrópoles "é falsa e mentirosa". O encontro, segundo a reportagem, ocorreu em um fim de semana do primeiro semestre de 2025.

Já no Congresso Nacional, o caso Master deverá ser alvo da CPI do Crime Organizado. O relator, senador Alessandro Vieira, afirmou que prepara requerimentos de quebra de sigilo de empresas e pessoas ligadas a contratos com o Banco, e pretende convocar Viviane Barci Moraes, esposa do ministro do Supremo, que advogou para Vorcaro. Vieira também vai apresentar requerimentos relacionados aos irmãos de Toffoli que já foram sócios de um resort no Paraná e venderam a participação para um fundo que é ligado ao cunhado do banqueiro.

 

"No caso do escritório da família do ministro Alexandre de Moraes, se você teve contraprestação de serviço jurídico que justifique o pagamento de cerca de R$ 4 milhões ao mês? Me parece que não. E da mesma forma, eu estou contando até aos familiares do ministro Dias Toffoli para entender se você teve uma transferência de patrimônio que tenha proporcionalidade com o valor concreto dos terrenos e dos imóveis vendidos, o que também parece não corresponder à realidade. Então, esses serão os pontos principais da nossa ação."

 

A estratégia é se antecipar à criação da CPI do Banco Master, que tem assinaturas mínimas coletadas mas não tem indicativos de que vá sair do papel.

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